Sábado Jul 31
radio online

BATE-PAPO

Comentários

  • Na quarta de futebol, a cultur...
    Abarrotar a caixa de e-mail faz parte... ossos do ofício. Mas o lançamento do Comitê da Cultura foi show!!! Teatro dos Bancários cheio de artistas e apoiadores da cultura. Sinal de que Magela está com prestígio no meio artístico. Abs
    22.07.10 04:47
    Por Henrique
  • Fun House (The Stooges) faz ...
    Vai rolar o disco todo???? Nunca havia ouvido FUNHOUSE... não o disco todo! Só TV EYE uala!!! Barbieri responde: MAS É CLARO QUE É O DISCO TODO :-)
    15.07.10 14:08
    Por souves
  • 1º de setembro: Jornal do Bras...
    Mas o JB já estava morto mesmo. Só faltava enterrar...Faltava!
    14.07.10 14:43
    Por
  • Biblioteca Do Próprio Bol$o: L...
    O Pequeno Príncipe foi o melhor da lista. O personagem principal é um hippie numa viagem de mescalina e a raposa é uma leitora voraz de Sartre e Alen Ginsberg. Fora as viagens alucinógenas do princepezinho no seu asteróide. O livro é tão beat que dev...
    14.07.10 01:03
    Por
  • 1º. Festival de Música Indepen...
    Obrigado, Pazcheco pela divulgação. Abrazzzzzzzzzzz zz
    13.07.10 01:18
    Por
  • O Movimento Fluxus!
    Bom!
    11.07.10 20:52
    Por
  • Roberto Piva: Brasil perde gra...
    Nome: Maíra Barbosa E-mail: mairabarbosa43@yahoo.com.br Cidade: leme do prado Estado: MG Mensagem: Tenho 18 anos, sou estudante de Ciências Econômicas, ganhei a metade da bolsa pelo PROUNI, sou apaixonada por ciência, economia, literatura, informação...
    11.07.10 18:38
    Por
  • Ezequiel Neves, papa do colun...
    Para o Ezequiel era Stones, David Bowie e Lou Reed. No máximo ele chegava a um Slade, Grand Funk e Black Sabbath. O resto era merda pura. Yes e Pink Floyd..."nem pensar!"
    08.07.10 15:49
    Por
  • Ezequiel Neves, papa do colun...
    Distintos rock'n'rollers: Foi quase uma provocação, bem ao estilo do Ezequiel Neves, essa coisa do Floyd. Até agora Joel Macedo, Nico Queiroz e Celso Barbieri provaram que conheciam bem o cara: Pink Floyd era "alegremente" execrado pelo Ezequiel. Amp...
    08.07.10 12:46
    Por
  • Módulo 1.000 e sua obra-cabeça
    Salve Mario! Parabens pelo resgate. eu sou amante do progressivo e psico brasileiro. Agora vc tem esse disco?
    30.06.10 19:28
    Por
  • Isto é; Brasil! Vídeo obrigató...
    Muito interessante a colocação, pena que não dá para entrevistar todos os deputados federais. O povo brasileiro, certamente, veria quem de fato colocou dentro do congresso para representa-lo.
    29.06.10 13:55
    Por
  • Flor do Mal: O poder da Contr...
    adorei o Flor do Mal enquanto ele existiu e guardei os exemplares que tinha durante muitos anos. mas o tempo acabou dando conta deles. será que alguém ainda tem algum número ou imagem do jornal? Gostaria de tornar a ver esse que foi um grande amigo p...
    27.06.10 02:45
    Por
  • Geraldo Vandré: No Brasil! Não...
    Se voce responder ao meu email eu coloco meu celular aqui para vc. Preciso cuidar de Vandré, sem interesse. Tenho pena de pessoas solitárias. Ele é muito querido e idoso.
    27.06.10 01:05
    Por
  • Geraldo Vandré: No Brasil! Não...
    Caro Pacheco, Eu gostaria muito de conhecer e cuidar deste homem. Caso o encontre me avise. É sério.
    27.06.10 01:01
    Por
  • Creedence Clearwater Revival
    Bhá !!!, mas q empresario bem safado.Prisao perpétua pra ele.EU love john, quando novinho era muito fofo.devia ter muita pegada, hehe. por favor alguem podia me mandar o video completo da musica>> Grape Vine, pois todos estao pela metade, assim nao v...
    26.06.10 20:57
    Por
  • Renato Russo: a primeira entre...
    isso é muito massa meu quando eu morrer quero que o meu velório toque só legião urbana.!!!!!!!!!!!
    22.06.10 01:19
    Por
  • Ronnie James Dio livra-se das ...
    Muito obrigado Pacheco! aah! naõ esqueci os textos,um forte abraço!
    21.06.10 00:22
    Por
  • O Resgate Emocional de Serguei
    Valeu Pachecão! O Wagner fundou comigo o Kábula e foi baixista do Athena. Cara, recentemente musicamos uma letra do Tomaz (esmorecer). Seria uma honra trabalharmos em algo escrito por você! Compra a idéia?
    18.06.10 17:40
    Por
  • O Resgate Emocional de Serguei
    Grande Mário Pacheco! Camarada, fiquei feliz em poder despertar um certo saudosismo em sua heróica figura. Realmente Gênesis é das "antigas". O Wagner, que fundo comigo o Kábula, também foi o único baixista do Athena... Recentemente musicamos uma let...
    18.06.10 17:36
    Por
  • Serguei, a Leila Diniz do Rock
    Muito massa.Uma lenda viva do rock nacional merece todo reconhecimento.Isso é muito importante, prestar reconhecimento em vida ao artista. Valeu.
    14.06.10 20:21
    Por
Visualizações de Conteúdo : 221786
Nós temos 185 visitantes online

Destaques

Click on the slide!

Módulo 1.000 e sua obra-cabeça

  Discos   baixados... por Mário Pacheco 1970 - Módulo 1000 - Não Fale Com Paredes No princípio, a missa era cantada em latim -  eletricamente séculos depois,  a parafernália progressiva  avançou de seis para doze cordas mais   cabo elétrico e   autofalante chegava-se à lua. Para dominar os céus criaram o fuzz, uma caixinha de efeito que estende a vibração e…

Mais...
Click on the slide!

Taylor Mead! Presidente dos USA!

“como se tivesse a boca e a mente cheias de marshmallow”

Mais...
Click on the slide!

Andy Warhol: se quiseres saber tudo...

Warhol circulou no jet-set internacional e isto ajudou na difusão do seu trabalho

Mais...
Click on the slide!

Ligacao Direta

  É preferível um disco sujo liricamente caótico e egocêntrico e com alma e história ao contrário de muitos que parecem falsificados. Podem beber Ligação Direta bate direto no estômago.

Mais...
Click on the slide!

A musa da Swinging London

 “Loucamente desejosa de ser morta por um homem fazendo o amor”.

Mais...
Click on the slide!

Um conto de Bukowski traduzido por Mário Campos

Cuidado! No conto erótico do Bukowski, há cena de sexo explícito!

Mais...
Frontpage Slideshow (version 2.0.0) - Copyright © 2006-2008 by JoomlaWorks

...mais recentes!

...mais lidos!

Última atualização (Sex, 30 de Julho de 2010 14:21) Escrito por Pazcheco Santos Sex, 30 de Julho de 2010 14:16
Atenção, abrir em uma nova janela. PDFImprimirE-mail

aart

O Coletivo Cultural Do Próprio Bol$o Organiza:
La Revolucíon, o aguardado encontro entre opinião política  e arte engajada.
Evento patrocinado por nosso próprio bol$o

Música Latina - Dança Flamenca - Painel Político sobre Cuba e Chilli 

O coração de ouro de Neil Young
Marcelo Costa - Ig

 "Estou com um aneurisma no cérebro"
"O que???"
"Isso mesmo. Estou com um aneurisma no cérebro. Vou para Nova York na próxima terça-feira, e eles vão fazer um negócio. É muito louco o que eles vão fazer. Eles vão abrir a minha cabeça e colocar umas molinhas lá, que são biodegradáveis, e isso vai fazer meu corpo produzir um tecido que vai acabar com o aneurisma."
"O que???"

 
22 fev. / 2007 - Quem relata o diálogo acima é Chad Cromwell, baterista e percussionista da Stray Gators, no DVD duplo "Heart of Gold", lançado no Brasil no final do ano passado (preço, em média, R$ 35). A Stray Gators é uma das duas bandas que se alterna acompanhando Neil Young (o cara do aneurisma) desde sempre (a saber, a outra é a Crazy Horse). O bate papo entre os dois aconteceu no estúdio, quando a banda e Neil Young finalizavam o álbum "Prairie Wind", de 2005. Aos 60 anos, o roqueiro canadense estava a dois anos sem compor material inédito, e sua fase de vacas magras acabou exatamente após a cirurgia para cuidar do aneurisma. Enquanto o músico se recuperava, um novo repertório florescia. "Foi como se ele se lembrasse de coisas e quisesse falar sobre elas", relembra a mulher Pegi Young, que também acompanha Neil na estrada, como backing vocal.

 A inspiração em torno do projeto "Prairie Wind" foi tanta que se fez necessário registrar um filme sobre o novo repertório. Neil optou pelo cineasta Jonathan Demme, que – entre outras coisas – fez o clássico "Stop Making Sense", dos Talking Heads. A cidade escolhida foi Nashville, berço não só de "Prairie Wind", mas também de clássicos como "Harvest" (1972), um dos vários momentos luminosos da carreira de Neil Young. O local do show também foi escolhido a dedo. O palco do Nashville's Grand Ole Opry, no bonito Ryman Auditorium, já recebeu as maiores lendas da música country e folk. O resultado desta unia de Neil Young com a Stray Gators e Jonathan Demme é um exercício de estilo e classe amparados por boa música. Ou, sendo mais direto, um filme que emociona.

Desde sempre, Neil Young divide sua inspiração musical em três caminhos. Um destes caminhos é barulhento, sônico, e quem sempre acompanha Neil nesta jornada de microfonia é a banda Crazy Horse, que já pariu álbuns clássicos como "Everybody Knows This Is Nowhere" (1969) e "Rust Never Sleeps" (1979) (entre tantos outros), e acaba de chegar às lojas com o tempestuoso "Live At Fillmore East", registro de um show de 1970. O formato Neil Young & Crazy Horse registra longos improvisos calcados em solos de guitarra, mais de dez minutos de duração para cada canção.

A via do meio encontrada por Neil é se apoiar em alguma banda e recriar sua arte. Desta forma, Neil já se uniu ao grupo rockabilly Shocking Pink para lançar "Everybody's Rockin’" (1983), ao grupo de jazz Bluetones para lançar "This Note's For You" (1988) e ao Pearl Jam para lançar "Mirror Ball" (1995). Já o outro vértice da história de Neil Young é calmo, embalado por violões, harmônica e steel guitars. É quando o canadense dá voz a sua persona de retratista folk, e despeja sobre o público canções emocionantes sobre amores, desilusões e o luar em Harvest. É esta persona que ganha contornos poéticos no palco do Ryman Auditorium, apoiado por uma banda extremamente competente, que ainda conta com o apoio vocal (e de violões) da cantora Emmylou Harris. Em 20 canções, Neil Young apresenta (na ocasião, pela primeira vez) o repertório do álbum "Prairie Wind", e resgata canções do álbum "Harvest", como "Old Man", "The Needle And The Damage Done" e "Heart of Gold", além de faixas luminosas como "Harvest Moon" (em que Chad Cromwell toca... vassoura!) e "Comes a Time".

A iluminação é simples e bela, com o dourado se sobressaindo. Neil Young começa o show de chapéu (que o acompanha durante toda a apresentação) e terno cinza. Durante a pouco mais de hora e meia de apresentação ao vivo, Neil irá se alternar entre o piano, a gaita, uma banjo dos anos 20, uma Gibson Lês Paul 1953 e um violão que ele comprou em Nashville, trinta anos atrás. Ele relembra: "Dos meus dois violões preferidos, um é do Willie Nelson. O outro é este aqui, que eu comprei trinta anos atrás, de Tuck Taylor. Era o violão de Hank (Willians)", comenta, citando um dos nomes eternos da música country norte-americana. As histórias (como esta acima) que Neil conta entre uma música e outra são um capítulo à parte de "Heart of Gold". Ele relembra momentos da infância, da família e de sua carreira, e diverte/entrete a audiência de forma sublime.

Em certo momento do show, ele retira a gaita do copo de água, e diz: "Esta canção que vou tocar... quando comecei a tocar, eu criava galinhas. Eu devia ter uns sete, oito anos. Talvez um pouco mais. E ganhei um ukelele de plástico de meu pai. E eu não sabia o que fazer com ele. Mas meu pai disse: ‘Talvez você precise disso’. E cantou uma canção para mim que eu nunca tinha ouvido antes. Ele ficou me olhando, com um sorriso engraçado no rosto. Fiquei olhando para ele. E então tive que ir cuidar das galinhas". Essa é a deixa para "Far From Home", uma das faixas luminosas de "Prairie Wind". Um pouco depois, o músico lembraria o pai de outra forma. "Neste idade (em que estou), começamos a perder nossos pais. Meu pai se foi alguns meses atrás. Ele estava senil, e é muito difícil ver uma pessoa que você ama neste estado", revela o cantor, lembrando que sua sobrinha, pequenina, veio confortar-lhe. "Ele está bem, ele está feliz". "Prairie Wind", a faixa título do disco, surge na seqüência, encantadora.

As histórias e as canções vão se acumulando, e tornando o show cada vez mais especial. "The Painter" destaca um lindo arranjo de steel guitar. A melodia vocal de "No Wonder" é de corar de tão emocional. "Falling Off The Face Of The Earth" é calminha, com Neil sentado no banquinho e a banda o acompanhando suavemente. Em "This Old Guitar", Emmylou Harris o acompanha no vocal e violão. Para "I’m Child" o palco é esvaziado para Neil e seu violão. Seguem-se "Harvest Moon", "Heart of Gold", "Old Man" e "The Needle And The Damage Done". Em "Comes a Time", a banda se posiciona com oito violões no palco. Neil ainda brinca com a platéia: "Alguém aqui toca violão?". O show termina com "Four Strong Winds", de Ian Tyson, canção que custou muitas moedas a Neil, que não se cansava de programá-la na jukebox do boteco que freqüentava em Winnipeg, no Canadá.

O DVD, duplo, ainda vem recheado de extras, incluindo um diário dos ensaios, entrevistas com Neil e membros da banda, e curiosidades como um passeio pelos instrumentos do músico (com Grant Boatwright contando detalhes de cada um) e uma aparição solo de Neil Young no Johnny Cash Show, em 1971. Mas já valeria a sua atenção caso fosse só a apresentação no palco do Nashville's Grand Ole Opry. Pois Neil Young é um dos artistas acima do bem e do mal, trafegando em um cenário que pouco valoriza palavras antigas como honestidade e emoção. Em um mundo balizado pelo marketing de um lado e pela política do outro, Neil Young simboliza a força dos sonhadores, dos inconformados e dos apaixonados pela música. O aneurisma que abre este texto já é passado. As seqüelas da dilatação anormal de uma artéria cerebral foram transformadas em música. Após ele, Neil já saiu em turnê com a Stray Gators para divulgar "Prairie Wind" e, na seqüência, abrir fogo contra George W. Bush no polêmico (e sensacional) "Living With War" (2006). Ele não pára. Seu coração de ouro continua batendo, incansável e criativo. Agradeça.

 


Neil Young - Amsterdam 89 (Bootleg 12:10:89)
Banner