8.2.2010 | 8h04m
Comentários Idiota imperfeito

A essa altura, por tudo que se sabe, é quase irresistível a tentação de chamar de corrupto o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal.
Ele foi apontado pela Polícia Federal como “chefe de uma organização criminosa” responsável pelo mensalão do DEM. Mas a polícia diz o que quer, escreve o que quer e não vai presa. No meu caso...
Nunca fui preso pelo que escrevi. Muito do que escrevi foi censurado na época da ditadura militar de 64. Quanto a ser processado, o depoente reconhece que foi mais de uma dezena de vezes.
Condenado? Só uma – e por negligência do meu advogado. Paguei R$ 20 mil como forma de reparar a honra de um ex-deputado distrital de Brasília preso mais tarde por grilagem de terra.
Outro dia, Arruda distribuiu nota afirmando que me processará por que eu o acusara de oferecer R$ 4 milhões para cada deputado disposto a votar contra seu impeachment.
Leu errado.
Publiquei no blog que a oferta partiu do “esquema interessado” em mantê-lo no cargo. Fazem parte do “esquema” empresários de Brasília que lucraram milhões com obras superfaturadas.
Acho até que Arruda não sabia...
Se cedesse à tentação de taxá-lo de corrupto seria processado na hora. Como só cabe à Justiça resolver essa parada - se quiser e quando quiser -, por ora prefiro me referir a Arruda como um idiota.
Um rematado idiota. Ou melhor: um idiota imperfeito.
Idiota é quem comete uma burrice por descuido ou ignorância. O imperfeito idiota comete a burrice porque se julga inteligente demais, esperto demais.
Logo depois de se eleger governador em 2006, Arruda soube que havia sido filmado recebendo dinheiro vivo durante a campanha.
Quem lhe contou?
Durval Barbosa, o autor do filme, responsável pelo pagamento de despesas da campanha de Arruda. Na ocasião, Durval se desculpou: “Eu tenho de me defender...” O filme permaneceria inédito se ele ganhasse um cargo no futuro governo.
Não um cargo qualquer. Mas um com direito a foro privilegiado. Durval coleciona processos desde o governo de Joaquim Roriz, seu mentor. Quem tem foro privilegiado costuma escapar mais facilmente de condenações. Daí...
Daí que Arruda nomeou Durval secretário de Relações Institucionais. E ao invés de isolá-lo em seguida, deixou-o cuidar do pagamento do mensalão. Durval passou então a filmar todo mundo.
Em setembro último, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal aceitou mais um processo contra Durval. Arruda prometera dar um jeito para que o processo fosse recusado.
Sentindo-se traído, Durval abriu sua filmoteca, sacou de lá 30 vídeos e estragou para sempre a vida de Arruda. Foi a primeira idiotice cometida pelo governador - confiar em quem o chantageara antes e estocava munição para detoná-lo.
A segunda monumental idiotice: tentar se entender com o jornalista Edson Sombra, o amigo de Durval que mais o incentivou a despachar Arruda para o inferno.
Sombra diz que Arruda lhe ofereceu R$ 3 milhões. Em troca, ele deveria desqualificar os vídeos dizendo que foram adulterados.
Arruda alega que foi procurado por Sombra atrás de favores, e que se recusou a atendê-lo.
Ambas as versões podem conter furos – mas a de Arruda é uma peneira.
O deputado Geraldo Naves (DEM) confirma que visitou Sombra a pedido de Arruda. Confirma também que entregou a Sombra um bilhete escrito por Arruda onde ele suplica a certa altura: “Quero ajuda”.
Wellington Moraes, secretário de Comunicação do governo, confirma que Arruda e Sombra conversaram por telefone.
Que Arruda aja como um idiota imperfeito é problema dele. Mas que queira nos fazer de idiotas, alto lá!
Primeiro o dinheiro filmado com ele era para a compra de panetones. Agora, tudo não passou de mais uma armação de Durval.
Foi o sobrinho e secretário-particular de Arruda que providenciou o dinheiro entregue a Sombra.
Corrupção, não, mas idiotice é crime imprescritível. Só por isso Arruda merecia estar preso.
Pista; Porque dr. Kleber pediu exoneração

Far West! Brasília! por: Kid Boy & Associados
— No DF, o competente Kid Calvo lida diretamente com as verbas de comunicação, entrega uma sacola-de-pipocas...
— Ki Picareta teria surrupiado na mesa do esforçado Kid Calvo, seu imune manuscrito?
— Kid Pilantra o desmente, — recebi das próprias mãos de Kid Kurrupto! Puxaram-lhe a cadeira e ele caiu de quatro. — Era 'mané' mesmo, não podia ajudar a base.
Kid Kaolho de olho nas verbas de publicidade, bota logo a boca no Globo: — foi no meu celular que o cineasta Sombra e Água Fresca gravou Kid Ovo!
Frente às masmorras do Legislativo, onde escoceiam o povo, quatro 'homi' do Estado de Geórgia cafungados são grampeados, eles agiam à mando de Kid Simão. O homem forte de Kid Calvo quer saber como Menino Noblat consegue sempre sair na frente.
Kids Xerifes interrompem a tradicional pelada de fim-de-semana para decidir, algemam primeiro a esquerda?
Kid Caralho com seu reduzido neurônio ordena defendam — Kid Calvo no Jornal Capital.
Kid Kamufla, o poético e nada ético funcionário público, acha graça e vê mal nenhum — Eles vão nos dar 40 horas!
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Do Próprio Bol$o recebe mais de 102.000 visitantes!
Mais de 100.000 visitantes! Quando penso na grandiosidade deste valor, um estádio cheio de gente, fico emocionado. Certamente, minha colaboração com Pacheco produziu frutos muito além das nossas expectativas.
Como tudo na vida, Do Próprio Bol$o é resultado de um processo que começou muitos anos atrás quando Pacheco ainda era um adolescente descobrindo Os Beatles.
De colecionador de discos, revistas e jornais para criador de fanzines, eventos esporádicos e finalmente como responsável pelo site Do Próprio Bol$o, foi uma transição natural e quase imperceptível. De forma inconsciente e precária, desde o princípio Pacheco já era um porta-voz da contracultura brasileira. Hoje, ele colhe os frutos do seu esforço pessoal e seu nome já não pode ser ignorado.
Seu desejo de divulgar e espalhar gratuitamente informação omitida pela grande mídia ou, simplesmente difícil de ser encontrada merece todo nosso apoio e suporte. E, por falar em suporte, tempos atrás eu costumava receber via email umas matérias muito interessantes do Pacheco. Sempre ficava insatisfeito porque, se o "conteúdo" era muito bom, a "forma", a apresentação do texto, era sempre muito pobre. Seu site implorava por um sistema sofisticado de controle de conteúdo (Content Management System - CMS). Um sistema que permitisse que Pacheco tivesse completo controle quando escrevesse a matéria sem ter que preocupar-se com a complexidade do código das páginas.
Apesar da nossa distância, Pacheco em Brasília e eu em Londres, nos identificamos imediatamente, nossa amizade foi aumentando e, usando o conhecimento que adquiri aqui durante muitos anos o novo site foi criado. Este novo site, em si, também não aconteceu do dia para noite. Para que Pacheco pudesse adaptar-se ao novo sistema de trabalho o site foi crescendo aos poucos. Hoje, satisfeito, posso dizer que Do Próprio Bol$o está completamente funcional, à pleno vapor e, o mais importante, Pacheco agora está totalmente autosuficiente e com um site de qualidade internacional.
Estou muito feliz por ter ganho um bom amigo e também porque Do Próprio Bol$o abriu-me um espaço para que eu, também possa manifestar minhas próprias idéias políticas e culturais.
O site Do Próprio Bolso é como o próprio nome sugere resultado do esforço econômico e financeiro apenas de um homem, Pacheco Santos. Aqueles que o conhecem sabem das suas dificuldades e, sua luta para manter a "pedra rolando" (rolling stone). Seu site é fruto de muito amor, dedicação e idealismo.
Nossa seleção especial comemorativa!




