CONTRACULTURA NACIONAL PERDE O SEU GURU: LUIZ CARLOS MACIEL

 


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   "Espero que o Brasil saiba quem ele perdeu hoje. Mas desconfio que não. Hoje eu perdi um mentor, uma inspiração e uma   das pessoas que, como se dizia, fez a minha cabeça e me deu o rumo no jornalismo, especialmente num jornalismo que,   como ele, está sendo abandonado, ignorado, desprezado até - o jornalismo que pensa. Hoje eu perdi uma das pessoas mais  importantes da minha vida profissional.Zequinha, põe os Novos Baianos na vitrola e acende um, Maciel tá chegando.
 Salve aquele que se vai! O que é lembrado, vive". (Ana Maria Bahiana)

 

 Luiz Carlos Maciel morre no Rio

 Escritor, jornalista, roteirista e filósofo teve falência múltipla dos órgãos. Maciel era conhecido como ícone da contracultura. 'Homem de sensibilidade fina e lucidez serena', definiu Caetano Veloso.


 Por G1 Rio
 
 9 dez. / 2017- O escritor, jornalista, roteirista e filósofo Luiz Carlos Maciel morreu neste sábado, no Rio de Janeiro, aos 79 anos. Segundo familiares, ele sofreu falência múltipla dos órgãos. O enterro será na segunda-feira, às 11h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju – ainda não há informações sobre o velório.

 Ícone da contracultura, foi colaborador do jornal O Pasquim, diretor da edição nacional da revista Rolling Stone e passou também pelo Jornal do Brasil e pela Veja.
 Em 1970, foi preso pelo regime militar e passou dois meses na Vila Militar. Recentemente, foi consultor da série "Os dias eram assim", da TV Globo, que tinha os anos da ditadura como contexto histórico.
 
 Em 2003, Maciel publicou o livro O poder do clímax - Fundamentos do roteiro de cinema e TV, relançado em 2017.

 Maciel nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 15 de março de 1938. De acordo com o jornal O Globo, Luiz Carlos Maciel deixa a esposa, a atriz Maria Claudia, e dois filhos, Roberto Maciel e Lucia Maciel.

 No Facebook, uma sobrinha de Maciel postou homenagem ao tio: "Hoje o céu está em festa com suas poesias", escreveu Daiane Maciel. "Descanse em paz na vida eterna, tio. Te amarei eternamente".

 
“Luiz Carlos Maciel foi um dos homens mais bonitos que já vieram de longe para viver na Bahia. Morreu hoje no Rio, onde, entre outras coisas, deu vida ao ipanêmico Pasquim. Antes de se tornar diretor da Escola de Teatro da Universidade de Salvador.. https://www.facebook.com/FalaCaetano/posts/1311165532321209
7:51 PM - Dec 9, 2017

Também por redes sociais, o músico e compositor Caetano Veloso escreveu: “Luiz Carlos Maciel foi um dos homens mais bonitos que já vieram de longe para viver na Bahia. Morreu hoje no Rio, onde, entre outras coisas, deu vida ao ipanêmico Pasquim. Antes de se tornar diretor da Escola de Teatro da Universidade de Salvador, foi protagonista de um curta de Glauber Rocha, o segundo desse diretor, em que fazia o papel do moço lindo que era assediado fisicamente por um transeunte sem beleza mas cheio de desejo. O filme chama-se Cruz na Praça (a batolagem se dá no largo em frente à igreja de São Francisco, onde há um alto cruzeiro). Esse curta desapareceu. Antes de vir pro Rio, Maciel dirigiu Morte e Vida Severina em Salvador. Escreveu livro de apreciação literária de autores ostracizados pela esquerda lukacsiana. Depois explicou e analisou a contracultura. Foi a grande figura de uma nova esquerda brasileira e um homem de sensibilidade fina e lucidez serena. Sinto enorme saudade dele. #CaetanoVeloso #LuizCarlosMaciel #Luto".

Luiz Carlos Maciel morreu neste sábado

22 DE JULHO: 'O LIVRO NEGRO DO ROCK' FOI LANÇADO NO CONIC COM A PRESENÇA DO AUTOR

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22 jul. / 2017 - Em Brasília, no Conic aconteceu a segunda data da segunda turnê de lançamento do Livro Negro do Rock do autor Antônio Celso Barbieri morando em Londres há 28 anos e um dos maiores divulgadores do rock feito no Brasil. Saliento que o encontro foi majestoso e a redenção veio do underground. Discotecar músicas de Made in Brazil, Raul Seixas, Black Sabbath, Led Zeppelin, Coven, Lucifer's Friends naquele pátio do Conic frente a Alternative Discos foi praticar um ritual de intervenção e independência. Estamos na penosa missão de ser independentes de todos os caminhos que nos levam à prisão dos modinhos conhecidos dos ditames infundados, sim esse é o mundo que eu quero distância. Renova-se as baterias e vamos atuar juntos. Agradecemos ao underground de Brasília que nos instiga e inspira a fazer essas coisas que não chamam a atenção da mídia e dos patrocinadores pois é uma aposta nossa. Agradeço a Luisinho da Funhouse Discos que há décadas apoia o underground!

Antônio Celso Barbieri, comunista pensador crítico musical mestre digital produtor de maneira independente de camisetas, sites, CDs e também livros - seu livro, O LIVRO NEGRO DO ROCK aflora o entreposto entre o visto e não entendido traduz o ocultismo com a racionalidade que lhe é pertinente e particular. Estar com Antônio Celso Barbieri é receber os espíritos dos músicos que estão no além e ao mesmo tempo partilhar a experiência, o day after de quem colocou o par de olhos em muita coisa que aconteceu nos palcos. A casa está aberta para receber todos os que aqui pintarem e melhor ainda todos os que virão ao Conic no sábado para papear e adquirir o livro.

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Sábado, dia 22 de julho, no Conic haverá mesa-redonda discutindo a cena brasileira dos anos 70 e suas bandas clássicas. Será o lançamento desse livro indispensável a qualquer estante preocupada com o rock brasileiro e bandas ocultistas dos anos 70. Antonio Celso Barbieri (hoje residente em Londres) acompanhou de perto as bandas brasileiras dos anos 70 até à década de 90, ele discorrerá também sobre shows de bandas brasileiras na Inglaterra - venha pegar o seu autógrafo!

Para saber mais: 'O LIVRO NEGRO DO ROCK' DO OCULTISMO AO ROCK EXTREMO (A CONTROVERSA OBRA DE BARBIERI) (2015)

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ROLLING STONE NACIONAL AINDA APAIXONA E O 'GURU' MACIEL REEDITA LIVRO

Diário de bordo de uma nave louca | SKARTAZINI
Leitores
 

O Elton Skartazini, mai sum louco do Conic abriu um blog com os trabalhos dele em artes plásticas e um diário que ele alimenta há vinte anos. Diário de Bordo de uma Nave Louca. Eu dei uma lida e olhada no site e achei muito bonito, muito interessante. Ele me pediu uma opinião e eu pensei em fazer um texto para expressá-la. Do Próprio Bol$o é um espaço brasiliense, para brasilienses. Não sei se vocês já conhecem o trabalho: http://skartazini.com/diario-de-bordo-de-uma-nave-louca/.

@SkartaziniAC Sarau Banca de Poetas via Rádio Nacional do Mercado Sul em Taguatinga/DF.https://t.co/MMZEqiwk48 https://t.co/eOvPDHgGE1  

Roteirista Luiz Carlos Maciel relança o livro 'O poder do clímax'

Profissional também trabalha como consultor de próxima supersérie das 23h da Globo

POR GABRIEL MENEZES 

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Aos 79 anos, escritor e jornalista está envolvido em projetos distintos - Bárbara Lopes / Agência O Globo

16 mar. / 2017 - RIO - Certa vez, Luiz Carlos Maciel foi descrito por um conhecido como um polímato — pessoa que detém conhecimentos em áreas completamente distintas. A sua reação ao elogio foi de deboche.

— Alguns polímatos se transformam no Leonardo Da Vinci, fazendo tudo com perfeição. Outros se transformam em mim, que é isso que vocês estão vendo — brinca o jornalista, escritor, diretor, filósofo e roteirista de 79 anos, morador do Leblon.

Para quem acompanhou sua carreira, a resposta afiada não é uma surpresa. Um dos fundadores do Pasquim (jornal lançado em 1969 e que combateu a ditadura com humor e malícia), Maciel ficou famoso ao escrever sobre o universo underground, o que lhe rendeu a alcunha de guru da contracultura.

Outra função em que se tornou conhecido foi o de professor de roteiros para televisão e cinema. Grandes nomes do segmento foram seus alunos. Em 2003, Maciel lançou um livro reunindo seus conhecimentos na área, O poder do clímaxFundamentos do roteiro de cinema e TV, que teve edição esgotada e será relançado numa versão atualizada na próxima quarta-feira, na Livraria da Travessa, em Botafogo.

— O livro é um manual que aborda, de forma simples e direta, como construir um roteiro até chegar a sua parte mais importante, o clímax. Reúno nele os conhecimentos que adquiri durante os meus estudos nos Estados Unidos — comenta o autor.

Na nova edição, Maciel incluiu um capítulo para falar exclusivamente sobre as ideias do teórico americano Robert McKee, que se transformou numa referência no segmento nos últimos anos.

Maciel também está de volta à TV Globo, casa onde trabalhou durante 20 anos como roteirista, redator, membro de grupos de criação de programas e analista e orientador de roteiros. Ele será consultor da próxima supersérie das 23h, Os dias eram assim, escrita por Angela Chaves e Alessandra Poggi. A trama se passará entre os anos 1970 e 1980.

Relançamento do livro O poder do clímax. Quarta-feira, às 20h, na Travessa (Rua Voluntários da Pátria 97, Botafogo).

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/roteirista-luiz-carlos-maciel-relanca-livro-poder-do-climax-21065642#ixzz4ggDB7RKa


Rolling Stone nacional, dos anos 70, disponível na Internet
por José Teles / http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/toques/2017/03/11/rolling-stone-nacional-dos-anos-70-disponivel-na-internet/

ZERO

Número zero do Rolling Stone nacional,1971

11 Mar. / 2017 - Entre 1971 e 1973, o jornal americano, contracultural, Rolling Stone, circulou em edição nacional. Há anos fora de catálogo, exemplares trocando de mãos por preços altíssismos, o RS está agora na Internet para consulta e leitura gratuita. o carioca Cristiano Grimaldi, pesquisador e colecionador, disponibilizou todas as edições do Rolling Stone no blog Pedra Rolante (https://www.pedrarolante.com.br/#edicao).

Estão lá hospedados todos os 32 números da RS nacional, incluindo o número zero (com Gal Costa na capa). Embora tenha tido existência curta (leia matéria abaixo), o Rolling Stones foi bastante influente, está em letra de música dos Mutantes, era lido pelos alternativos da época, e trouxe,com menos defasagem, informações sobre as mudanças de comportamento e musicais que aconteciam na Europa e EUA.

O jornal acabaria logo, e logo surgiram mais jornais e revistas numa linha editorial parecida. É o marco da imprensa de rock no Brasil. Um projeto que merecia ser continuado por outros empreendedores, trazendo de volta, em edição digitalizada, publicações como O Bondinho, Jornal de Musica, A Flor do Mal, leitura da geração do desbunde no Brasil.

A matéria abaixo, assinada pelo titular deste blog, foi publicada no Jornal do Commercio, do Recife, quando a primeira edição nacional do jornal Rolling Stone completou 40 anos, em 20 novembro de 2011.

Há 40 anos era publicada a primeira edição brasileira do Rolling Stone

“Uma Gal Costa hippie e sorridente ilustrava a capa do número zero do jornal Rolling Stone nacional, distribuído como divulgação há exatos 40 anos. Em 1972, a linha dura havia tomado o poder, a ditadura continuava barra pesada, e paradoxalmente importava-se para o Brasil o libertário, anárquico, contracultural jornal americano, fundado em 1967, em San Francisco, na Califórnia, por um jovem de 21 anos, Jan Wenner, com US7. 500. Desde o primeiro número, que trazia John Lennon na capa, o Rolling Stone foi adotado pela geração que pretendia mudar o mundo, e disseminar suas idéias pelo planeta.

Um jovem físico inglês, Michael J.Killinback, veio trabalhar no Rio de Janeiro e, entusiasmado com o RS americano teve a idéia de publicar uma edição em português. Para isso se associou a outros compatriotas Stephen A.Banks, Stephane Giles Escat, e Theodore George, e conseguiu o licenciamento para que a empreitada fosse realizada.


Como estrangeiros eram legalmente proibidos de serem editores de um jornal no Brasil, convidou-se o jornalista, escritor, redator gaúcho, Luiz Carlos Maciel para dirigir o Rolling Stone nacional: “Na época eu ainda estava ligado ao Pasquim. Havia brigado, saído, e voltado”, diz Maciel, que foi um dos fundadores do mais célebre jornal alternativo do país. No Pasquim ele assinava a pioneira coluna Underground, e que abordava os mesmos temas que o Rolling Stone.

O primeiro número a ser vendido em banca só foi publicado em janeiro de 1972: “O número zero é hoje muito raro, porque foi feito para levantar anúncios. Conseguimos apenas que as gravadoras anunciassem, mas deu para tocar o jornal”, diz Luiz Carlos Maciel. Considerado na época um dos gurus do udigrudi nacional, não foi difícil trazer para o jornal colaboradores como Jorge Mautner, Ezequiel Neves, Joel Macedo. Quinzenal, o RS tornou-se aqui também porta-voz de uma efervescente, atarantada, contracultura na grandes cidades do país.

O jornal abriu páginas para jovens, ainda desconhecidos, escreverem sobre I-ching, macrobiótica, extraterrestres, e rock and roll: “O jornal teve esta importância, vários nomes hoje conhecidos no jornalismo cultural surgiram no Rolling Stone, Okky de Souza foi um deles”, comenta Maciel.

No entanto, vendas e as gravadoras não sustentaram a circulação do RS brasileiro. e os ingleses desistiram de continuar tocando o jornal, que continuou sem autorização dos editores americanos, e assumidamente pirata, a palavra impressa na capa abaixo do nome Rolling Stone: “Era para o jornal parar de circular, mas o pessoal da redação queria continuar, e continuou, embora não tenha demorado muito”, conta Luiz Carlos Maciel.

Hoje o Brasil tem novamente uma edição da Rolling Stone, agora uma revista chique, bancada por anúncios de grandes empresas: “O Rolling Stone foi um jornal para aquela época, tinha a ver com o que acontecia naquele momento, hoje é outra coisa. Cheguei a olhar um número desta Rolling Stone atual, achei uma merda, não voltei a ler”, diz Luiz Carlos Maciel.

Confiram os Mutantes, no áudio de Rolling Stone (1972):

MORRE O POETA RUSSO YEVGENY YEVTUSHENKO

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Morre o poeta russo Yevgeny Yevtushenko
Ele tinha 84 anos e morreu de câncer, segundo o filho. Yevtushenko ganhou notoriedade na ex-União Soviética, ao denunciar Joséf Stálin.

Por Associated Press/http://g1.globo.com/mundo/noticia/morre-o-poeta-russo-yevgeny-yevtushenko.ghtml

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Yevgeny Yevtushenko, em 1972 (Foto: AP Photo/Dave Pickoff) Yevgeny Yevtushenko, em 1972 (Foto: AP Photo/Dave Pickoff)
 

2 abr. / 2014 - O aclamado poeta russo Yevgeny A. Yevtushenko, cujo trabalho se concentrou em atrocidades de guerra e denunciou o anti-semitismo e ditadores tirânicos, morreu. Ele tinha 84 anos.

Ginny Hensley, porta-voz do Centro Médico Hillcrest, na cidade de Tulsa, no leste do estado de Oklahoma, nos EUA, confirmou a morte de Yevtushenko. Roger Blais, prefeito da Universidade de Tulsa, onde Yevtushenko era um membro do corpo docente de longa data, disse que lhe disseram que Yevtushenko morreu na manhã de sábado.

O filho de Yevtushenko, Yevgeny Y. Yevtushenko, disse que seu pai morreu às 11 da manhã e que os médicos disseram estar sofrendo de câncer no estágio 4.

"Ele morreu bastante pacificamente, sem dor", disse o jovem Yevtushenko. Ele disse que familiares e amigos, incluindo sua viúva, Maria Novikova, estavam com seu pai em suas horas finais.

"Eu estava segurando sua mão sobre a última hora ou assim", disse ele. - Ele sabia que era amado.

Ele disse que seu pai foi diagnosticado pela primeira vez com câncer há cerca de seis anos e submetido a cirurgia para ter parte de seu rim removido, mas o câncer tinha recentemente ressurgiu.

"Com câncer, você nem sempre pode pegar", disse o jovem Yevtushenko. "Sua situação é um tipo de bolas de neve.

Yevtushenko ganhou notoriedade na ex-União Soviética, aos 20 anos, com poesia denunciando Josef Stalin. Ele ganhou aclamação internacional como um jovem revolucionário com Babi Yar, o inabalável poema de 1961 que falou da matança de quase 34 mil judeus pelos nazistas e denunciou o anti-semitismo que se espalhou por toda a União Soviética.

No auge de sua fama, Yevtushenko leu suas obras em estádios de futebol lotados e arenas, incluindo a uma multidão de 200.000 em 1991, que veio para ouvir durante uma tentativa de golpe fracassado na Rússia. Ele também atraiu grandes audiências em passeios do Ocidente.

Com seu corpo alto, largo, rosto cinzelado e estilo declarativo, ele era uma presença atraente em palcos ao ler seus trabalhos.

"Ele é mais como uma estrela do rock do que uma espécie de poeta com óculos", disse o ex-presidente da Universidade de Tulsa, Robert Donaldson, que se especializou na política soviética durante seus anos acadêmicos em Harvard.

Até que Babi Yar foi publicado, a história do massacre foi envolta no nevoeiro da Guerra Fria.

"Eu não chamo isso de poesia política, eu chamo de poesia de direitos humanos, a poesia que defende a consciência humana como o maior valor espiritual", disse Yevtushenko, que estava dividindo seu tempo entre Oklahoma e Moscou, durante uma entrevista em 2007 à agência Associated Press em sua casa em Tulsa.

Yevtushenko disse que escreveu o poema depois de visitar o local dos assassinatos em massa em Kiev, na Ucrânia, e procurar algo que lembrasse o que aconteceu ali - um sinal, uma lápide, algum tipo de marcador histórico - mas não encontrando nada.

"Fiquei tão chocadO que fiquei absolutamente chocadO ao ver que as pessoas não guardavam memória sobre isso", disse ele.

 

CULTURA BOB DYLAN
Após suspense, Bob Dylan recebe prêmio Nobel de Literatura em Estocolmo

Cantor havia causado mal-estar após não se manifestar a respeito da condecoração

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Foto: Jotabê Medeiros; Estadão
 
Bob Dylan foi o primeiro cantor a receber um Nobel de Literatura

 


O Estado de S. Paulo/http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,apos-suspense-bob-dylan-recebe-premio-nobel-de-literatura-em-estocolmo,70001723237

Leia também: "Temos de fazer coisas além dos limites da 'mulher artista' e da arte 'feminista'", diz Yoko Ono

 
01 abr. / 2017 - Após seis meses de suspense, Bob Dylan recebeu finalmente, neste sábado, 1º, o prêmio Nobel de Literatura em Estocolmo. A cerimônia foi feita a portas fechadas e sem a cobertura da imprensa, a pedido do cantor. Apenas Dylan e os acadêmicos suecos estavam presentes. 


A entrega do prêmio foi confirmada hoje à noite por um dos integrantes da Academia, Horace Engadahl, à rede de televisão pública sueca SVT. No entanto, poucos detalhes foram dados sobre a cerimônia. Conforme a Academia, a reunião foi "pequena e íntima", sem a presença de qualquer meio de comunicação.  O cantor não fez o tradicional discurso de recepção, conhecido como "conferência do Nobel". "Não se pronunciará nenhuma conferência do Nobel. A Academia tem razões para pensar que será enviada uma versão gravada posteriormente", completou Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca. 

A Academia anunciou que Dylan era vencedor do Nobel de Literatura, por sua poesia, em 13 de outubro do ano passado. No entanto, o cantor permaneceu em silêncio e gerou um mal-estar com a entidade. Ele não havia ido à cerimônia de entrega realizada em dezembro por ter "compromissos anteriores".

* Com informações da AFP

 

STONE NÃO SE LEMBRA DE TER ESCRITO AUTOBIOGRAFIA

Editor afirma ter cópia de memórias que Jagger que não se lembra de tê-la escrito

Manuscrito cobre carreira de músico até os anos 80. Agentes não comentam sobre autenticidade de obra

16 FEV. / 2017 - O vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, afirma não se lembrar de ter escrito sua própria autobiografia. Embora um editor assegure ter um livro de memórias escrito pelo cantor no início dos anos 80 que é mantida escondida, revelou a revista "The Spectator": "É um conteúdo delicioso".  "É como ler os diários de Elvis Presley durante o auge de sua carreira, antes dele ficar gordo em Las Vegas".

O editor John Blake disse que que ganhou o manuscrito de um amigo há três anos, com 75.000 palavras, escrito pelo músico no início da década de 1980, quando já contava 20 anos de carreira com a lendária banda britânica.

John Blake entrou em contacto com o vocalista dos Rolling Stones, que afirmou não se recordar de ter escrito uma autobiografia.

O editor afirma que Jagger, com 73 anos, pareceu a princípio inclinado a que o livro fosse publicado e tinha inclusivamente acordado fazer um prefácio, no qual explicaria que o livro tinha sido escrito "há muito tempo".

No entanto, de acordo com sua versão, vários acontecimentos se interpuseram entretanto na vida do artista, como o suicídio da estilista L'Wren Scott, em março de 2014, na altura companheira de Mick Jagger, uma digressão mundial da banda, um filme sobre a origem do álbum Exile on Main Street e uma grande exposição na Galeria Saatchi.

Em declarações à revista, John Blake disse que, após esses acontecimentos, "as portas de aço fecharam-se" e Mick Jagger já não quis publicá-lo.
John Blake entrou em contato com a empresária dos The Rolling Stones, Joyce Smyth, para negociar a publicação. Não autorizaram a publicação da obra, e a representante do cantor não quis comentar sobre a autenticidade do manuscrito de 75.000 palavras que cobre a vida de Jagger desde os primeiros anos como frontman do grupo até os anos 80.

No entanto, o editor revela alguns detalhes, alegadamente incluídos nas memórias, sobre os altos e baixos dos Rolling Stones como a compra de uma mansão em Hampshire no meio de uma viagem de LSD. Noutro trecho, ele conta que quase morreu montando um cavalo - algo que ele nunca tinha feito até então. "O cavalo começou a rugir como um Ferrari", escreveu Blake. "Invocando sua inteligência e algumas coisas que lembrava sobre cavalos, ele deu um golpe forte entre os olhos do cavalo e o animal se acalmou".

Em entrevista ao New York Times, o editor disse que a biografia mostra um lado mais humano de Jagger, constrastando com sua reputação de bon-vivant. "Fiquei com um gosto de quero mais ao ler o manuscrito. Mick não revela muitos detalhes picantes ou polêmicos de sua vida pessoal e profissional. Acho que ele ficou receoso de se expôr, e o editor na época não aceitou o texto", comentou Blake.

"Um Mick mais tranquilo e mais atento do que a caricatura que dele se faz por levar uma vida agitada"

Idas ao banheiro enquanto Keith Richards cantava nos shows dos Rolling Stones. Pedidos extravagantes em camarins que eram ignorados.  Ou quando o cantor voltou para a casa de seus pais em Dartford, no condado de Kent (sul de Londres), após dois anos de "caóticas tournées mundiais, de selvajaria, desordem e sabe Deus que mais".

Aparentemente, a mãe de Mick Jagger terá recebido o filho "horrorizada", mencionando o seu novo penteado.

O livro revela uma estrela do rock que se "esconde" numa pequena sala, nos bastidores, antes dos concertos, avaliando o público, almoça uma refeição de carboidratos e bebe oito litros de água antes de entrar no palco.

De acordo com esses relatos, as "extravagantes" festas nos bastidores são um "mito", afirma o editor, acrescentando que nas suas memórias, Mick Jagger aborda a sua relação tempestuosa com o guitarrista Keith Richards, que publicou a sua autobiografia em 2010, sob o nome de Life, ganhando enorme sucesso, quer em termos de crítica, quer em termos financeiros.
Keith Richards, considerado um dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos, contou que passou mais de 20 anos sem dividir o camarim com o vocalista, que, apesar da fama de garanhão, teria o "pênis minúsculo".

"John Blake me escreve de tempos em tempos buscando permissão para publicar este manuscrito", Joyce Smyth disse em um comunicado divulgado nesta quinta-feira. "A resposta é sempre a mesma: ele não pode, porque esta obra não é dele. A história de Mick Jagger será escrita somente por Mick, caso um dia ele queira contá-la".

Blake disse que o músico estava a princípio ansioso para a autobiografia ser publicada com um prefácio explicando que ele tinha escrito aquilo tudo há muito tempo. Em outras palavras, "Mick não conseguia se lembrar de qualquer manuscrito", conta o editor. Mais tarde, Jagger decidiu que ele não queria mais que ela fosse publicada.

- Peço desculpas aos 10 milhões de pessoas ao redor do mundo que adorariam ler essa história. Afinal, como disse o filósofo Jagger uma vez: "Você nem sempre consegue o que quer - disse Blake.

O editor descreveu a autobiografia como uma "cápsula de tempo perfeitamente preservada, escrita quando os Stones produziram toda a sua grande música, mas ainda queimando a paixão e o fogo da juventude e do idealismo".

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