CIA, Lee Harvey Oswald e o Assassinato de JFK: O Acobertamento Começa a Rachar (2025)

CIA, Lee Harvey Oswald e o Assassinato de JFK: O Acobertamento Começa a Rachar

Julho de 2025

Por mais de seis décadas, a versão oficial sustentada pela CIA sobre o assassinato de John F. Kennedy foi clara e categórica: a agência não tinha qualquer relação prévia com Lee Harvey Oswald, o ex-fuzileiro naval acusado de matar o presidente em Dallas, em 22 de novembro de 1963. No entanto, documentos recém-revelados em julho de 2025 colocam essa narrativa em xeque — e talvez pela primeira vez, com provas documentais contundentes de que a CIA não apenas sabia quem era Oswald, como também interagiu indiretamente com ele através de operações encobertas, e mentiu repetidamente sobre isso a comissões oficiais e ao povo americano.

O Agente 'Inexistente' Chamado Howard

No centro dessa nova reviravolta está George Joannides, um agente da CIA com base em Miami em 1963, responsável por supervisionar operações psicológicas e manipulação de propaganda contra o regime cubano de Fidel Castro. Na época, Joannides atuava como "Howard", pseudônimo sob o qual ele gerenciava o Directorio Revolucionario Estudiantil (DRE), um grupo anticastrista composto por estudantes cubanos no exílio.

Novos documentos mostram que o DRE teve conflitos diretos com Oswald três meses antes do assassinato. Oswald, que publicamente defendia o grupo pró-Castro Fair Play for Cuba Committee, entrou em choque com membros do DRE nas ruas de Nova Orleans e até participou de um debate radiofônico com eles — uma gravação que o próprio DRE enviou ao agente “Howard”.

O que parecia apenas um embate ideológico ganhou novas camadas de ambiguidade: Oswald chegou a se oferecer para colaborar com o DRE, levantando a possibilidade de que estivesse tentando se infiltrar ou “criar uma lenda” — um histórico — para se aproximar de redes de inteligência ou desinformação.

A Mentira Repetida

Durante décadas, a CIA negou saber quem era “Howard”, negou envolvimento com o DRE, e negou conhecer qualquer detalhe das atividades políticas de Oswald antes do crime. Essas versões foram apresentadas à Comissão Warren (1964), ao Comitê Seleto da Câmara sobre Assassinatos (1978), e até ao Conselho de Revisão dos Registros de Assassinatos (1994).

Agora, documentos revelam que:

  • Joannides usou uma identidade falsa, “Howard Mark Gebler”, com carteira de motorista emitida em Washington, D.C.;

  • Recebeu uma medalha de reconhecimento da CIA em 1981, inclusive pelo seu trabalho com o DRE;

  • Obstruiu deliberadamente o acesso a arquivos da CIA durante a investigação da Câmara dos Deputados nos anos 1970, quando ironicamente foi designado como elo da agência com os investigadores.

Ou seja, o homem colocado para “ajudar” a apuração sobre o assassinato de JFK era justamente quem tinha relação direta com o principal acusado — e a CIA sabia disso o tempo todo.

“Um bode expiatório”

A hipótese do "lobo solitário", sustentada pela Comissão Warren, vai se tornando cada vez mais insustentável à medida que detalhes emergem. A vigilância sobre Oswald começou em 1959, após sua deserção para a União Soviética. Ao retornar aos EUA, em 1962, ele foi monitorado por pelo menos 35 funcionários da CIA, incluindo oficiais que respondiam diretamente ao chefe de contrainteligência James Angleton. Sua atuação no Fair Play for Cuba Committee estava documentada em relatórios da CIA, FBI e Departamento de Estado — tudo antes de novembro de 1963.

Durante sua prisão, Oswald afirmou: “Sou apenas um bode expiatório”. Com base nos documentos de 2025, essa frase ganha uma nova luz: Oswald não era apenas um fanático agindo sozinho — era uma peça num jogo maior, talvez manipulada, talvez usada, talvez descartada.

Conspiração ou operação rebelde?

Não há evidências diretas até agora de que a CIA como instituição tenha ordenado o assassinato de Kennedy. Mas as revelações mais recentes fortalecem a tese de que um “elemento rebelde” dentro da agência — insatisfeito com a política externa de JFK, sobretudo após a fracassada invasão da Baía dos Porcos e o afrouxamento das tensões com a União Soviética — possa ter atuado à margem da cadeia formal de comando.

Como disse o ex-agente de contrainteligência Rolf Mowatt-Larssen:

“Isso se parece muito com uma operação da CIA. A questão é: o que Joannides estava fazendo monitorando Oswald em nome da agência?”

A congressista Anna Paulina Luna, que lidera a força-tarefa da Câmara sobre segredos federais, foi além:

“Acredito que esse elemento rebelde dentro da CIA intencionalmente fechou os olhos para os indivíduos que orquestraram o assassinato. Eles viam JFK como um radical.”

Um capítulo ainda em aberto

A fala do juiz federal John Tunheim, ex-presidente do Conselho de Revisão de Registros, talvez resuma melhor a gravidade do momento:

“Estamos nos aproximando da verdade sobre Oswald e a CIA. Mas acho que ainda há mais por vir.”

Afinal, onde estão os relatórios mensais de Howard? Onde estão os arquivos completos de Joannides? A história está se aproximando perigosamente da verdade — e talvez, do que muitos há muito tempo se recusaram a acreditar: que o assassinato de Kennedy não foi apenas um ato individual, mas o produto de uma engrenagem muito maior e profundamente camuflada.

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