Mark Lewisohn e o peso de contar os Beatles (2025)

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INFORMAÇÃO QUENTE, VERÍDICA E ESPECIAL
(do próprio bolso)

Quando a biografia vira missão — de Mozart aos Beatles

Há biografias. E há vidas inteiras consumidas pela tentativa de contar uma vida. O que liga Mozart aos Beatles — dois polos aparentemente distantes da história da música — é menos o som e mais o esforço quase obsessivo de quem tentou organizá-los no papel. E, em alguns casos, não conseguiu chegar ao fim.

No século XIX, Georg Nikolaus von Nissen, segundo marido de Constanze Mozart, assumiu a tarefa de escrever a grande biografia de Wolfgang Amadeus Mozart. Não era apenas um projeto editorial: era uma missão histórica. Nissen reuniu cartas, depoimentos de contemporâneos, documentos hoje perdidos. Mas morreu em 1826, antes de concluir a obra. O livro saiu postumamente, em 1828, organizado por Constanze e colaboradores. Imperfeito, fragmentado, mas fundamental. Sem Nissen, muito do Mozart humano simplesmente teria evaporado.

Avançamos quase dois séculos e encontramos um caso paralelo — ainda em andamento.

Mark Lewisohn e o peso de contar os Beatles

Desde 2013, com o lançamento de The Beatles: All These Years – Tune In, Mark Lewisohn deixou claro: isso não é uma biografia comum. É uma trilogia monumental, construída com rigor quase arqueológico, baseada em arquivos, entrevistas primárias e cronologia obsessiva. O primeiro volume termina em 1962, antes da explosão mundial. Uma escolha radical: contar tudo antes da fama, para explicar a fama.

Desde então, o mundo pergunta: e o Volume 2?

A resposta, confirmada pelo próprio Lewisohn em entrevistas recentes, é direta e incômoda:

Está sendo escrito. Não está pronto. Não será apressado.

E aqui está a informação quente e verídica:
➡️ O Volume 2 começará em 1º de janeiro de 1963 e avançará pelo período mais intenso da história dos Beatles — gravações, turnês, fama, desgaste, até algo entre 1966 e 1967.
➡️ Não há data de lançamento anunciada.
➡️ O atraso não é abandono: é método. Lewisohn está rechecando fontes, revendo depoimentos, cruzando versões. Ele sabe que, depois dele, não haverá correção possível.

O risco do biógrafo definitivo

Lewisohn ocupa hoje o lugar que Otto Jahn, Hermann Abert e Maynard Solomon ocuparam no mundo de Mozart: o do biógrafo de referência. O problema é que esse lugar cobra um preço alto.

Quanto mais definitiva a obra, maior o risco de não terminá-la.

A pergunta que ronda o meio musical — e que poucos ousam escrever — é legítima:

Lewisohn conseguirá concluir a trilogia?

Não se trata de dúvida sobre competência. Trata-se de tempo, fôlego, saúde, vida. Nissen não conseguiu. Outros também não. A história da música está cheia de obras essenciais concluídas por terceiros, publicadas depois da morte do autor, carregando lacunas, silêncios e escolhas editoriais.

Por que isso importa agora

Porque estamos diante de um momento histórico em tempo real.
Porque, assim como Mozart precisou ser “salvo” por biógrafos incompletos, os Beatles também dependem disso.
Porque Lewisohn não escreve para fãs: escreve para o futuro.

E porque há algo profundamente rock’n’roll nisso tudo:
👉 a ideia de que nem tudo cabe numa vida, nem mesmo quando essa vida é dedicada a contar outras.

Do próprio bolso

Este texto não é release, não é assessoria, não é hype.
É registro.
É alerta cultural.
É a constatação de que as grandes histórias da música continuam abertas, instáveis, em disputa.

Se Mozart chegou até nós por fragmentos organizados às pressas, os Beatles ainda estão sendo decifrados linha por linha, com o relógio correndo.

E isso, leitor, é informação quente.
Especial.
E escrita — como sempre — do próprio bolso.

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