“Sumud”: Roger Waters e a Persistência que Vence a Opressão (2025)
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Há uma palavra em árabe: Sumud
Significa perseverança inabalável, especialmente
na resistência à ocupação da sua terra natal.
Eu desejo apenas uma coisa:
que as vozes se unam em harmonia,
e que naquele breve momento
em que o significado toma forma,
todas as nuvens escuras se dissipem,
os becos deixem de existir,
e o perfume de pão fresco, de lar, encha o ar.
Nenhuma sola de sandália
na poeira de casas destruídas
sobressaindo ensanguentada
da bainha de um vestido.
E todos os grandes desfiles,
e o shock and awe,
e a fanfarronice nos conveses dos porta-aviões,
e as medalhas que tilintam impotentes
diante do que é justo.
Me dê um “Oh Siiiim! Yeah!”
Me dê um “Oh Siiiim! Oh yeah, Oh, Oh yeah”
Me dê um “Oh Siiiim!”
Una-se a nós, una-se a nós em harmonia.
Eu me lembro bem de você:
de onde você estava, de onde você caiu,
você foi brutalmente assassinada,
mas o seu espírito permanece.
Rachel Corrie e Shireen Abu Akleh,
Marielle Franco, Sophie Scholl, Anne Frank,
Iman Al Hams,
tantas irmãs de tantas terras diferentes.
Oh, minhas irmãs,
ajudem-me a abrir os olhos delas.
Do alto da cobertura,
devemos parecer formigas a eles.
Acordem, filhos da puta,
nós somos mulheres e homens.
Incha sem vergonha
o meu coração sangrando.
Me dê um “Oh Siiiim!”
Me dê um “Oh Siiiim! Oh yeah, Oh yeah, Oh yeah”
Me dê um “Oh Siiiim!”
Una-se a nós, una-se a nós em harmonia.
E então, do outro lado da grande divisão,
vêm homens e mulheres destemidos
lançar, sem nada a perder,
seus braceletes contra o muro.
Quando as vozes se unem em harmonia
e viramos a última página,
quando o ser humano evolui além da mesquinhez
e a razão atinge a maturidade.
E o dogma, e a feitiçaria, e o jargão,
e a propaganda, e o Palantir,
e a Lockheed, e a Grumman,
e a Chevron, e a Exxon,
e a Pfizer, e os oligarcas,
e os avarentos dizem:
“Desculpa, mãe,
nós fizemos isso
apenas pelo maldito dinheiro.
Oh sim, só pelo dinheiro.
Oh sim, só pelo dinheiro.”
Quando as vozes se unirem em harmonia
criaremos um som jubiloso.
Seguiremos nossa bússola moral,
não deixaremos que seus truques nos dominem.
Encontraremos dez mil novas vozes
em cada multidão,
e quando todas essas novas vozes
se juntarem a nós em harmonia,
ombro a ombro,
do rio ao mar,
gente de cada nação
ouvirá esse som jubiloso.
Gente comum
que simplesmente permanece firme,
e juntos,
essas pessoas comuns, juntas,
mudarão o rumo deste navio.
Oh sim, juntos.
Oh sim, juntos mudaremos o rumo deste navio.
“Sumud” (صمود) é uma palavra árabe que significa persistência inabalável, firmeza ou resiliência — e dá título à nova música de protesto de Roger Waters, lançada em dezembro de 2025. A canção homenageia ativistas como Marielle Franco, Rachel Corrie e Anne Frank, evocando suas memórias como símbolos da luta contra a opressão e a desigualdade, ao mesmo tempo em que convoca à união pela justiça social.
Trecho da letra (tradução livre):
“Lembro-me bem de você / De onde você ficou, de onde você caiu / Você foi brutalmente assassinada / Mas seu espírito permanece.”
🎵 Nota sobre o novo trabalho de Roger Waters
A faixa “Sumud”, lançada em 30 de novembro de 2025, reafirma o compromisso político e humanitário do compositor. Waters retoma temas universais — resistência, solidariedade e direitos humanos — enquanto presta homenagem a figuras marcantes como Marielle Franco. A música percorre desigualdades, opressões e feridas abertas do nosso tempo, transformando-as em arte e denúncia. (Fonte: Poder360)
📌 Mensagem pessoal:
“‘Sumud’ é mais que uma faixa — é um chamado à consciência e à resistência. Waters, conhecido por suas letras politizadas e engajadas, usa esta música para reforçar que a música pode ser uma arma de expressão e solidariedade com os oprimidos. Reflete a urgência de permanecer firme diante das injustiças e encontrar na arte uma força que nos une, inspira e desafia a agir.”

