Damned: “Sobre nossa versão de See Emily Play” (2025)

O segundo single, “See Emily Play”, do nosso próximo álbum, “Not Like Everybody Else”, já está disponível 🦇

“Uma escolha meio esquisita essa, considerando que o punk foi visto como uma reação contra os mega shows de rock de estádio da metade dos anos 70 — mas seja lá no que o Pink Floyd acabou se transformando depois, não dá pra negar que os primeiros anos com Syd Barrett foram selvagemente inovadores, ajudando a espalhar a psicodelia por uma cena musical que, até então, era cheia de baladinhas mela-cueca. Alternativamente, o primeiro single do Floyd, “Arnold Layne”, falava sobre um ladrão de calcinhas crossdresser… o que já era um salto considerável em relação a “I Want To Hold Your Hand”!

Mas é o segundo single da banda que cobrimos aqui, em parte porque era um dos favoritos do Brian nos seus primeiros anos (um fato que surpreendeu todo mundo quando sua esposa Minna contou pra gente) e em parte porque foi a música que explodiu minha mente (cara!) de um jeito que me fez passar de alguém que apenas apreciava música para alguém completamente obcecado por ela. Na verdade, eu lembro exatamente do momento em que a ouvi pela primeira vez: caminhando para a escola pela Holmesdale Rd, passando pela casa do Crystal Palace FC, com meu confiável rádio transistor Ferguson colado na orelha, a caminho do Stanley Tech… ouvindo Tony Blackburn na rádio pirata Radio London — quando, numa quente manhã de verão, pouco antes das 9h, um certo adolescente que já ia chegar atrasado pensou: “caramba, isso é bom pra cacete”, desistiu de correr, e em vez disso sentou no muro do jardim de alguém, concentrado no som da guitarra em glissando de Syd Barrett e no órgão viajado estilo ‘Fry’s Turkish Delight’ do Rick Wright.

Então, por mais improvável que pareça, o pop psicodélico de “See Emily Play” influenciou não apenas um, mas dois guitarristas do The Damned, e por isso entrou na lista para o álbum tributo ao Brian… e, para quem está se perguntando se é o Dave ou eu cantando — na verdade somos nós dois fazendo o vocal principal… com o Monty nos backing vocals enquanto manda o seu melhor “Rick” no órgão elétrico vintage de dois manuais do estúdio, e Rat & Paul colocando a força necessária numa música que alguns, sem dúvida, vão dizer que não pertence a um disco do The Damned… e, embora o Pink Floyd tenha acabado ficando um pouco… turgido é forte demais? Vamos tentar “pesado e arrastado”… enfim, eles estavam muito longe disso quando surgiram originalmente na cena durante o “verão do amor” de 67. Não, o Floyd de Syd era pioneiro radical de um novo som selvagem — e você tem que amar os caras por isso.

E claro, foi sugerido que acelerássemos o tempo até a velocidade da luz e enfeitássemos tudo com guitarras retorcidas e barulhentas, similar à nossa versão de “Help”, mas felizmente, desta vez resistimos à tentação.”
Cap

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