Rock'n'Roll news (Novembro, 2025)
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Em 27 de novembro de 2025, o mundo celebrou mais um aniversário de Jimi Hendrix, nascido em 1942, em Seattle. Se estivesse vivo, Hendrix teria completado 83 anos, e a data foi amplamente lembrada por fãs, veículos especializados e músicos ao redor do planeta. Seu legado, sempre vibrante, ganhou neste ano uma série de homenagens e eventos que reforçaram a força de sua obra.
A principal homenagem internacional foi a retomada da Experience Hendrix Tour, que voltou em 2025 após alguns anos de pausa. A turnê percorreu cerca de vinte e sete cidades nos Estados Unidos entre março e abril, reunindo nomes como Kenny Wayne Shepherd, Christone “Kingfish” Ingram, Zakk Wylde, Eric Johnson, Samantha Fish, Devon Allman e vários outros. O espírito da tour foi, como sempre, reinterpretar o repertório de Hendrix com guitarristas contemporâneos, reacendendo a energia do rock psicodélico e do blues incendiário que marcaram sua trajetória.
No Brasil, também houve celebrações marcantes. Em São Paulo, o The Hendrix Tribute aconteceu nos dias 30 e 31 de outubro de 2025 no Stones Music Bar, atraindo fãs de várias gerações. A cidade recebeu ainda o Electric Hendrix Ensemble no dia 13 de junho, no JazzB, onde músicos brasileiros recriaram a obra do guitarrista com uma abordagem mais jazzística e experimental. Fora de São Paulo, no Espírito Santo, o Rock A Rock Festival 2025 apresentou um tributo internacional a Hendrix como uma das atrações centrais, demonstrando que sua música segue viva e viajando por diferentes regiões e estilos.
Além dos palcos, 2025 também trouxe reflexões sobre a obra do músico. Em maio, completaram-se cinquenta e oito anos do lançamento de Are You Experienced (1967), seu álbum de estreia — um marco incontornável do rock. A data motivou críticas, textos e revisitações que destacaram a relevância permanente do disco e sua influência sobre novas gerações de artistas. Não apenas seu impacto musical, mas também sua postura estética, sua experimentação sonora e sua ousadia continuam sendo discutidos e celebrados.
Assim, o ano de 2025 se tornou especialmente significativo para o legado de Hendrix. A volta da Experience Hendrix Tour reacendeu o interesse global pela sua música. Os tributos realizados no Brasil mostraram que sua herança cultural permanece forte em diferentes países e contextos. E a reinterpretação de seus álbuns clássicos manteve viva a discussão sobre sua importância histórica. Mais de cinco décadas após sua morte, Jimi Hendrix segue sendo uma referência indispensável — talvez o maior símbolo da liberdade criativa dentro do rock.
🎸 Paul McCartney — Got Back Tour 2025
🎯 Nome da turnê, onde começou, quantos shows serão
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A turnê atual de Paul McCartney se chama Got Back Tour.
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A turnê começou em 28 de abril de 2022, com o show de abertura na Spokane Arena, em Spokane, Washington, EUA.
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A versão de 2025 da turnê — segunda perna norte-americana — tem 19 datas anunciadas.
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Alguns veículos mencionam que a turnê 2025 seria parte de um total de 79 shows distribuídos entre 2022 e 2025.
A etapa norte-americana da Got Back Tour 2025 chegou ao fim na última semana de novembro. Os dois últimos shows ocorreram no United Center, em Chicago, nos dias 24 e 25 de novembro, ambos com casa lotada. Após essa apresentação final, Paul McCartney encerrou oficialmente os trabalhos no palco em 2025.
Com isso, os dias 27, 28, 29 e 30 de novembro marcaram não a realização de concertos, mas sim o período de fechamento geral da turnê. A equipe técnica permaneceu dedicada à desmontagem final do palco, à organização dos equipamentos e ao encerramento logístico da produção. Esse processo costuma exigir aproximadamente 20 horas diárias de trabalho, envolvendo luz, som, cenografia, transporte, telões e todo o aparato que acompanha McCartney em cada cidade.
Embora sem shows, essa última semana foi intensa na repercussão mundial: redes sociais, portais de música e fãs celebraram a força da turnê e o brilho das apresentações finais. Entre os destaques mais comentados estiveram:
– a emocionante performance de “Help!”, retomada ao vivo após cerca de 35 anos;
– o impressionante vigor de Paul, então com 83 anos, sustentando shows de quase duas horas;
– a participação contínua do trio de metais Hot City Horns, que virou assinatura sonora da turnê;
– e a recepção calorosa às músicas dos Beatles, dos Wings e da carreira solo.
Durante todo o ciclo da Got Back Tour em 2025, Paul manteve o formato tradicional sem participações especiais frequentes no palco. A força da apresentação vinha da banda fixa e dos arranjos atualizados — especialmente nas explosivas execuções de “Letting Go”, “Live and Let Die” e “Got to Get You Into My Life”.
Assim, os dias 27 a 30 de novembro de 2025 representaram o período pós-show imediato, quando a Got Back Tour se despediu oficialmente daquele ano. As apresentações de 24 e 25 de novembro em Chicago permaneceram como seu grand finale, deixando no ar a expectativa sobre os próximos passos de Paul McCartney na estrada.

📀 O que é Miniskirts & Rainbows
O álbum Miniskirts & Rainbows não é uma novidade de uma banda atual: trata-se de uma coletânea com demos raras e gravações inéditas do grupo britânico The Iveys — a formação que precedeu a célebre banda Badfinger.
As faixas foram gravadas entre 1966 e 1969, período em que The Iveys buscava definir sua identidade musical e firmar-se no rock da época.
Este lançamento faz parte da antologia da banda — é o Volume 5 dessa coletânea especial.
📅 Lançamento: data e formatos
O álbum será oficialmente lançado em 28 de novembro de 2025.
Ele estará disponível em CD e nas plataformas de streaming digitais.
Além disso, haverá uma edição limitada em vinil (LP) — com 17 faixas — em tiragem restrita (300 cópias, segundo o anúncio).
🎶 Conteúdo musical: o que o disco traz
A edição em CD traz 19 faixas gravadas entre 1966 e 1969. Dessas, 6 são versões alternativas de músicas já conhecidas pelos Iveys ou Badfinger; as demais incluem demos raras e gravações nunca antes divulgadas.
Segundo os comunicados da gravadora, 10 dessas faixas constituem material inédito — ou seja, músicas nunca antes disponibilizadas ao público ou colecionadores.
A curadoria desse material foi feita pelo arquivista/historiador de Badfinger/Iveys, Tom Brennan, com restauração e masterização a cargo de Kevin McElligott.
🔎 Faixas inéditas (as 10 que nunca tinham sido ouvidas publicamente)
Aqui está a lista completa do CD com 19 faixas — e entre elas, as que se consideram inéditas ou que estavam indisponíveis até agora.
Lista de faixas (CD — 19 músicas):
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Cleopatra in a Miniskirt
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I Love You
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Blodwyn (Demo)
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All of My Life
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That’s Okay
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Spider Woman
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Angelique (Demo)
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Bound to Get Lucky Someday
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Girl Without Love
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Black & White Rainbows (Version 2)
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Tomorrow Today (Version 2)
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Yesterday Ain’t Coming Back (Demo)
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Love Means Happiness
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Good Boy
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All the Fun of the Fair
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Please Understand Love
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I Miss You (Demo)
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I Love the Way You Hate Me
Dessas faixas, as consideradas inéditas / desconhecidas do público e colecionadores até hoje incluem (entre outras) — demos como Cleopatra in a Miniskirt, I Love You, All of My Life, That’s Okay, Spider Woman, Angelique (Demo), Bound to Get Lucky Someday, Girl Without Love, Black & White Rainbows (Version 2), I Miss You (Demo), Girl Next Door in the Miniskirt (Whistling Version).
📚 Importância histórica e colecionável
Para fãs da história do rock britânico — e particularmente da trajetória que vai de The Iveys a Badfinger — Miniskirts & Rainbows representa uma janela rara para o início da banda. Ele revela sonoridades, arranjos e composições originais antes das versões oficiais conhecidas.
O álbum oferece material inédito, demos brutas, “first takes” — algo de grande valor para historiadores da música, colecionadores e admiradores profundos da cena rock dos anos 60.
Para quem coleciona vinil ou edições raras, a versão limitada em LP torna o álbum ainda mais desejável — tanto como peça histórica quanto como objeto de colecionador.
Além disso, Miniskirts & Rainbows permite comparações interessantes entre os demos originais (anos 60) e as versões que viriam a se tornar clássicos com Badfinger — mostrando a evolução musical da banda.
✦ OBITUÁRIOS
O mundo da arte e da cultura perdeu hoje um jovem de múltiplas aptidões e alma inquieta: Ethan Browne.
Filho do cantor e compositor Jackson Browne e da modelo/atriz Phyllis Major, Ethan Zane Browne foi encontrado sem vida em sua casa na manhã de 25 de novembro de 2025, aos 52 anos, conforme comunicado oficial da família.
Desde bebê, Ethan viveu parte de sua vida sob os holofotes — ele chegou a aparecer na capa da revista Rolling Stone embalando seu pai, em 1974. Mas ele buscou forjar seu próprio caminho. Atuou como modelo, ganhou espaço como ator em filmes como Raising Helen (2004) e Hackers (1995), e se aventurou como músico e produtor — chegando a fundar sua própria gravadora, Spinside Records.
O talento de Ethan ia além da imagem: colegas e amigos o descreveram como alguém de olhar penetrante, presença marcante e sensibilidade rara — qualidades que o tornavam especial tanto no palco, quanto fora dele.
Sua morte deixa um vazio difícil de medir: não apenas para a família, mas para quem via em sua trajetória uma tentativa de reinventar legados, atravessar fronteiras entre música, moda, cinema e arte.
Ethan parte deixando memórias, trabalhos, projetos e a lembrança de um espírito inquieto — de alguém que viveu com ousadia, buscando sempre expressar-se com autenticidade e pluralidade. A arte perde uma voz singular; o mundo perde um sujeito inquieto.
26 de novembro de 2025

O mundo da moda perde uma de suas figuras mais indomáveis, inventivas e absolutamente inconfundíveis: Pam Hogg.
Criadora autodidata, estilista insurgente, artista visual, performer, ícone do underground e presença permanente no imaginário pop desde os anos 1980, Hogg atravessou quatro décadas reinventando a estética punk, o glamour irreverente e a ousadia como linguagem.
Escocesa de Glasgow, formada em belas-artes, ela transformou costura em performance e moda em ação. Suas peças, muitas vezes moldadas em látex, vinil, cortes geométricos e cores elétricas, tornaram-se assinaturas reconhecíveis nos palcos, nas passarelas e nos videoclipes. Para Hogg, vestir era um ato de liberdade.
Sua influência foi tão abrangente quanto suas criações:
– artistas como Siouxsie Sioux, Debbie Harry, Björk, Kylie Minogue e Lady Gaga usaram suas peças;
– sua estética híbrida uniu punk, glam, sci-fi e fetichismo com um toque artesanal e emocional;
– na moda britânica, ela ocupou o espaço raro de quem jamais se rendeu às exigências do mercado, mantendo sua própria voz até o fim.
Pam Hogg também foi musicista, diretora de videoclipes e figura central da cena alternativa londrina. Amiga de artistas, fotógrafos, músicos e ícones do rock, ela viveu sempre na intersecção entre arte e rebelião — e fez disso um modo de existir. Nunca buscou a normalidade; ao contrário, questionou-a, resistiu a ela e inspirou novas gerações a fazer o mesmo.
Sua presença nos desfiles recentes do Fashion Week, seus discursos apaixonados, sua postura política e seu compromisso radical com autenticidade deixaram marcas profundas.
Pam Hogg parte deixando um legado vibrante e multifacetado — um universo inteiro feito de coragem estética, inconformismo e beleza feroz.
Seu trabalho continuará iluminando as sombras e incendiando a imaginação de quem busca, na moda, não apenas roupas, mas arte viva.

