Cartas que o Tempo Roubou de Brian Jones (2025)

“....uma carta anônima contendo 5.268 beijos: ‘...se você tiver um por dia, eles vão durar 14 anos e 5 meses e durarão até 21 de setembro de 1978 e você terá 34 anos’.” 🙂

17 de novembro de 2025: Cartas de Fãs para Brian Jones – anos 1960 (Reino Unido)

“Um baú metálico de viagem anteriormente pertencente a Brian Jones que contém aproximadamente 2.000 a 3.000 cartas enviadas por fãs dos Rolling Stones ao redor do mundo para Brian no verão de 1964. Há vários adesivos de viagens colados na mala metálica.
Brian Jones foi o membro fundador dos Rolling Stones. Bill Wyman afirmou em entrevista de 2019: ‘Brian foi a pessoa que criou os Rolling Stones no começo. Ele escolheu a música. Ele escolheu o nome. Ele era o líder’.

Brian não era apenas o membro mais musicalmente talentoso dos Rolling Stones: nos primeiros tempos, ele era de longe o mais popular, especialmente entre as fãs do grupo. Brian estava sempre impecavelmente vestido e perfeitamente penteado; isso, junto com seu jeito suave e bem articulado e sua aparência andrógina, compunha o seu nada pequeno apelo junto ao público feminino dos Stones.
Essa incrível coleção de cartas de fãs, encontrada no sótão de uma casa que Brian dividia com sua então namorada Linda Laurence, é um testemunho da imensa popularidade de Brian Jones.

As cartas foram enviadas de todo o mundo; muitos dos envelopes estão endereçados à secretária do Rolling Stones Fan Club, Annabelle Smith, na Regent Street, 93–97, Londres. Mas a maioria veio do Reino Unido ou dos Estados Unidos. Muitas cartas dos EUA eram uma reação à aparição dos Stones no Hollywood Palace Show. A grande maioria das correspondências foi escrita por fãs mulheres, como era esperado. No entanto, há aqui e ali alguma carta de fãs homens, geralmente sobre suas próprias bandas ou aspirações musicais.

Há cartas assinadas por muitas pessoas (como Janet de Glamorgan e suas 39 amigas), cartas que fervilham com a rivalidade Stones–Beatles, cartas ultra apaixonadas — e uma carta anônima contendo 5.268 beijos: “...se você tiver um por dia, eles vão durar 14 anos e 5 meses e durarão até 21 de setembro de 1978 e você terá 34 anos”.

As fãs americanas eram mais expressivas do que suas equivalentes britânicas. Terri Gail, de San Francisco, escreveu:
“Oh Brian, tenho que admitir que me apaixonei por você! Sim, por você e por Mick. Mas acho você um pouco mais bonitinho. Acho que é o seu cabelo mmm! Quanto mais comprido melhor. Foi por isso que abandonei os Beatles por você...”.

Muitas cartas são curiosas, pedindo a Brian suas preferências e aversões, etc. Por exemplo, Sally Provost, em uma carta datilografada de Nova York, escrita em 30 de junho de 1964, faz cerca de 20 perguntas diferentes:
“Quem é o mais jovem do grupo? O cachorro de Andrew Oldham se chama mesmo Genius? Você já escreveu alguma música? Eu tentei, mas não deu certo... Quem toca harmônica em ‘Now I’ve Got a Witness’?”

E então aparece a fã que faz perguntas profundamente sérias. Frank Warren, escrevendo em papel timbrado da Crewkerne School, em segunda-feira, 15 de junho, pergunta:
“Dear Brian, uma namorada minha disse que em uma apresentação recente sua você foi visto com inúmeras marcas de agulha nos braços, e que se entendia que você tinha o hábito de tomar drogas injetáveis antes de se apresentar. Isso é verdade? Por favor, responda, pois preciso saber.”

Às vezes as fãs ficam indignadas. Jaye escreve:
“Dear Brian, Por favor me telefone neste sábado, amanhã, 13 de junho às 10 da noite. Esperei o dia todo por você e fiquei muito decepcionada quando você não veio. Meu telefone é St 65362. Peça por Jaye. Estarei esperando sua ligação. Estou muito ansiosa para conversar com você. Love, Jaye”.

De vez em quando Brian recebia alguma carta desagradável. Liz, de Chicago, escreveu:
“Rolling Stones (ugh!). Lemos sobre vocês no Chicago Daily News e tivemos que escrever para dizer que achamos vocês as pessoas mais porcas, grosseiras, neandertalescas, repulsivas, fedorentas, sem modos, nada fab, nada gear, mais tapadas que já vimos. ‘Nossos homens’, os Beatles, é claro, jamais cutucariam o nariz e arrotariam em público, como vocês fizeram em um restaurante de hotel em Chicago! Sem nem mencionar o modo como vocês cantam (nojento). E nós odiamos vocês até morrerem. Onde vocês cresceram? No zoológico com seus companheiros macacos.”

E então surge uma carta totalmente maluca. Barbara, de Newcastle-under-Lyme, escreveu em 18 de março de 1964:
“Dear Brian, o que você fez comigo? Eu te vi no Gaumont Hanley e desde então (21 de fevereiro de 1964) tudo o que pareço sonhar é com você. Na noite passada sonhei com suas meias. Na noite anterior, com sua harmônica. Na outra, com seu cabelo. Consigo entender as outras coisas, mas por que suas meias?” Sim, ela era uma verdadeira maluca.

O comprimento das cartas é um dos destaques da coleção — elas frequentemente tinham 4, 5 ou 6 páginas. A maior carta encontrada tem 18 páginas, nas quais Nicola, de Worcester, professa seu amor eterno por Brian. Ela termina dizendo:
“Oh Brian, para que foram feitas as camas de casal??!!!! Melhor eu parar de escrever antes de ficar excitada demais, mas sei que não vou conseguir dormir.”
No mesmo envelope há outra carta de 6 páginas da amiga de Nicola, Kath, novamente professando amor eterno, mas desta vez por Keith Richards.

O efeito que Brian causava em suas fãs adolescentes era incrível. Gloria, da Califórnia, escreveu:
“Minha amiga acha que eu finalmente pirei de vez. Quando você apareceu, simplesmente joguei meu velho e chato namorado porta afora.”

Enquanto muitas escritoras pediam informações sobre o Stones Fan Club ou autógrafos ou um fio de cabelo de Brian, um número igual demonstrava interesse genuíno por tudo relacionado aos Stones:

Seus shows:
“Estamos escrevendo esta carta tremendo da cabeça aos pés e com lágrimas nos olhos depois de ver vocês no Willenhall Baths e no Gaumont, Wolverhampton, pois ainda não nos recuperamos de um severo ataque de ‘STONE’ite.”
(Jean Walters, Rosemary Wood e Linda Haynes, Staffs.)

Seus discos:
“A primeira vez que ouvi falar de vocês foi quando a rádio KRLA tocou ‘Not Fade Away’ como sua aposta da semana. Eu simplesmente adorei e corri até a loja de música.”
(Lisa, Califórnia.)

Seu estilo:
“Gosto dos Stones por causa da energia selvagem. A música realmente rasga sua alma e ALMA e SOM se unem e viram uma coisa só — SELVAGEM! Além disso, vocês não se conformam. Têm um estilo só de vocês!”
(Ann Nalkenstine, Detroit.)

Um dos aspectos mais marcantes desta coleção de correspondências é o enorme número de cartas enviadas por fãs americanas. Elas mostram o tremendo impacto que a primeira visita dos Rolling Stones aos EUA, em junho de 1964, teve nos adolescentes americanos. As correspondentes usam termos apaixonados sobre as aparições do grupo na TV americana e sobre os shows, especialmente o do Carnegie Hall.
Regina, de East Meadow, Nova York, conta uma boa história:
“Você se lembra de 20 de junho de 1964, no Carnegie Hall, Nova York — eu estava usando um vestido rosa e joguei um boné marrom de couro para você? Você pegou e colocou na cabeça! Bem — depois do show — QUE SHOW! — eu o peguei de volta! A polícia teve que me carregar para fora — eu surtei!”

Essa coleção de cartas, preservada por Brian Jones, oferece um poderoso retrato do impacto dos Rolling Stones e sua música nos adolescentes britânicos e americanos. Em particular, destaca o impacto da “British Invasion”, iniciada pelos Beatles em fevereiro de 1964 e impulsionada pela visita dos Stones em junho daquele mesmo ano, acordando a juventude americana para a nova música dos grupos britânicos.
Uma coleção de correspondências extremamente interessante e divertida, que daria um grande livro.

A mala de viagem mede 73,75 cm × 43,5 cm × 22 cm (29 × 17,1 × 8,6 polegadas). O estado das cartas é muito bom. O estado da mala é bom.
Proveniência: a mala foi deixada numa casa na Loddon Bridge Road, Woodley, perto de Reading, que Brian Jones compartilhava com sua então namorada, Linda Lawrence, nos anos 1960.”

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