RENATO RUSSO VERSUS CENSURA FEDERAL (1981)

28 DE ABRIL, 2010 -  CORREIO BRAZILIENSE

Os duelos de Renato Russo

Em 1981, quatro anos antes do início do sucesso nacional com a Legião Urbana, o jovem Renato Manfredini Jr. submeteu à censura algumas de suas composições da época do Aborto Elétrico. Ganhou seu primeiro veto por conta dos versos niilistas de “Heroína” (“Eu não quero mais viver, eu quero ser um vegetal”). Tempos depois, já contratado pela gravadora Emi-Odeon, Renato Russo voltaria a ter embates com a censura. “Baader-meinhof blues” e “O reggae”, duas faixas do primeiro disco da Legião, tiveram a radiofusão proibida. E “Dado viciado”, submetida em 1984, mas apenas gravada no Uma Outra estação, 1997, foi vetada por três censores diferentes.

Em 1987, “Faroeste caboclo” também ganhou três condenações por “linguagem vulgar e grosseira” e “expressões empregadas por viciados e traficantes de drogas”. A Emi-Odeon, então, utilizou um recurso maroto: substituiu no recurso os trechos considerados problemáticos, mas os manteve no disco e no encarte. Meses depois, a artimanha foi notada multada. “A referida melodia vem sendo veiculada através de organismos de radiofusão locais em sua versão integral”, alertou a censora federal telma Maria de Melo Costa. Tarde demais: mesmo com 9 minutos de duração, a saga de João de Santo Cristo já era executadas em todo o país. (CARLOS MARCELO)

memorando Foto: AE

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