Memórias da Delinquência (Fabio da Silva Barbosa) 2025

Memórias da Delinquência

Fabio da Silva Barbosa

Memórias da Delinquência, ou A Noite Começa Diferente para Cada Um…, foi lançado originalmente entre 2012 e 2013 — ou, ao menos, é assim que imagino. A verdade é que não tenho absoluta certeza da data. O trabalho saiu em formato de zine impresso e também em versão digital. Não foi muito divulgado e teve circulação reduzida.

Revirando meus papéis e tentando imaginar por onde começar a lançar segundas edições de trabalhos antigos, pensei em Mano Zeu, que conheci durante minha passagem por Foz do Iguaçu, e em sua Kapivara Kartonera. O passo seguinte seria, enfim, decidir por onde começar. Foi então que me deparei com a primeira edição de Memórias da Delinquência. Tudo indicava que uma versão cartonera fazia todo sentido.

Além disso, seria uma forma de trazer de volta um trabalho que teve poucas oportunidades de ser apresentado e que registra uma geração que passou despercebida pela maioria das pessoas, mas que, por onde passava, chocava e arrancava o cidadão comum de sua zona de conforto. Jovens rebeldes, inconformados e dispostos a tudo — menos a se enquadrar na opção tida como única possível.

Eles queriam ir além: destruir toda a estrutura que sustenta o maldito status quo, barbarizar a civilização, atacar a moral apodrecida e os desprezíveis “bons costumes”. Era uma turma como tantas outras que povoam e ornamentam as margens. A diferença é que esta foi registrada. É o símbolo de uma rapaziada que brota em todos os lugares, coberta de insatisfação, recusando-se a seguir os caminhos impostos pela família e pelos demais pilares sociais.

Eles não querem fazer parte. Trata-se de uma juventude que risca o fósforo e joga fogo na gasolina, acendendo o incêndio do questionamento, rompendo limites e cuspindo nos padrões conservadores e hipócritas que mantêm de pé uma estrutura já mais do que carcomida.

Era uma geração anterior à existência de celulares, redes sociais e internet — uma geração que não andava de cabeça baixa, imersa na ilusão fria das telas. A única tela capaz de alienar as pessoas era o maldito aparelho de televisão, completamente execrado por essa turma.

Para conhecer a segunda edição deste trabalho, que leva a assinatura de Fabio da Silva Barbosa — o mesmo do zine Reboco Caído — entre em contato com a editora que abraçou o projeto ou fale diretamente com o autor.

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