Elo: A Estética "Do Próprio Bolso" e a Contracultura (2025)

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Arte da logo por Edvar Ribeiro

Se você quiser mergulhar mais fundo na história do projeto ou acessar edições antigas dos fanzines, o site oficial é um verdadeiro baú de preciosidades: www.dopropriobolso.com.br.

A imagem central escolhida para o projeto não é gratuita — ela é provocadora, deliberadamente fora dos padrões e rompe com as convenções estéticas de logotipos tradicionais. Sua força visual traduz uma postura de enfrentamento, típica da contracultura. A exposição direta do corpo pode ser vista tanto como crítica à repressão quanto como celebração da liberdade, revelando uma atitude sem filtros.

A logomarca do Do Próprio Bolso não apenas marca; ela comunica. Em poucos traços, transmite o espírito do site: uma plataforma enraizada na cultura underground, direta, provocativa, informal e profundamente conectada à estética independente.

Mais que um site, www.dopropriobolso.com.br é um arquivo vivo — pessoal e pulsante — que dá voz à história não oficial do rock em Brasília e à cultura alternativa da cidade. Mantém aceso o espírito "faça você mesmo" e a pegada autêntica de Mário Pazcheco.

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Desenho de Capa: Josias Wanzeler

Elo Central: A Estética "Do Próprio Bolso" e a Contracultura

O principal vinco que une essas capas é uma estética que consistentemente remete à contracultura, ao underground, e a uma atitude "faça você mesmo" (DIY), refletindo o espírito do próprio nome "Do Próprio Bolso". Essa estética se manifesta de diversas formas:

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10.000 Dias de Rock" traz na capa uma foto icônica de Ivaldo Cavalcante (Olho de Águia)

A capa de Aventura sem Dublê foi desenhada por Edvar Ribeiro

  • Informalidade e Anti-profissionalismo: As capas, em geral, evitam um design excessivamente polido ou comercial. Há uma preferência por tipografias manuscritas ou com um toque menos formal ("10.000 Dias de Rock", "Do Próprio Bolso" - logotipo), ilustrações com traços expressivos e cores vibrantes, por vezes não realistas ("Balada do Louco", "Coisa de Fã", logotipo), e até mesmo a utilização de fotografias com um ar documental e amador ("10.000 Dias de Rock").
  • Forte Ligação com o Rock: O tema do rock, especialmente o rock underground de Brasília e figuras icônicas como Arnaldo Baptista, é central em muitos dos trabalhos ("10.000 Dias de Rock", "Onde É Que Está O Meu Rock'n'Roll?", "Balada do Louco"). As capas frequentemente incorporam elementos visuais associados ao rock, como shows ao vivo, a figura do músico e uma atmosfera psicodélica.
  • Expressão Pessoal e Subjetividade: As escolhas visuais parecem priorizar a expressão pessoal do autor e a transmissão de uma sensação visceral e subjetiva sobre os temas abordados. As ilustrações não são meramente decorativas, mas carregam uma carga interpretativa e emocional ("Balada do Louco", "Coisa de Fã", logotipo).
  • Atitude Provocadora e Não Convencional: A logomarca com a imagem sexualizada e o título "Aventura Sem Dublê" com sua ilustração pulp sugerem uma vontade de desafiar normas e convenções, característica da contracultura.

Similaridades:

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Capa do Coisa de Fã, por Jean Bonvart

  • Presença Marcante do Nome do Autor: "Mário Pazcheco" está sempre presente nas capas, indicando uma forte identidade autoral e uma chancela pessoal sobre o trabalho.
  • Foco no Conteúdo: As capas, apesar de suas peculiaridades visuais, sempre comunicam de forma clara o tema central da obra: a biografia de um músico ("Balada do Louco"), a história do rock local ("10.000 Dias de Rock"), a perspectiva de um fã ("Coisa de Fã"), um tributo musical ("Onde É Que Está O Meu Rock'n'Roll?") ou a própria essência do site ("Do Próprio Bolso").
  • Uso de Cores e Tipografia com Intencionalidade: As escolhas de cores e fontes, mesmo que não sigam padrões tradicionais de design, parecem ser intencionais para criar uma atmosfera específica e reforçar a mensagem da obra.

Correlações e Variações:

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  • Evolução ou Adaptação ao Formato: A capa do CD ("Onde É Que Está O Meu Rock'n'Roll?") talvez apresente uma estética psicodélica mais "clássica" do gênero, dada a homenagem a Arnaldo Baptista, enquanto as capas dos livros podem explorar outras facetas da contracultura e da expressão pessoal de Pazcheco.
  • Da Fotografia ao Desenho Abstrato: Vemos o uso tanto de fotografias documentais ("10.000 Dias de Rock") quanto de desenhos figurativos e abstratos ("Balada do Louco", "Coisa de Fã", logotipo), mostrando uma variedade de abordagens visuais para comunicar as ideias.
  • Consistência na Inconsistência: A própria "correção" ou consistência reside na rejeição de uma estética padronizada e na celebração de um estilo visual único e pessoal, que se adapta ao conteúdo de cada obra, mas sempre sob a marca da atitude "Do Próprio Bolso".

Em suma, o elo entre essas capas reside na celebração de uma estética underground, informal e profundamente ligada à contracultura e ao rock, filtrada pela visão pessoal e pela paixão de Mário Pazcheco. Cada capa, à sua maneira, é uma manifestação visual do espírito "Do Próprio Bolso", priorizando a autenticidade e a expressão individual acima de convenções de design tradicionais.

 
 
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