Hedy Lammarr & Victor Mature: astros épicos

 

hedy

    Hedy Lamarr was an Austrian-born American film actress and inventor. Definite brains and beauty, starred in the classic movie Samson and Delilah, 1949

   A atriz se incendeia no fogo da paixão no belo Sansão e Dalila, de Cecil B. de Mille, na CNT

   Foto: Pinterest/http://groovyhistory.com/60-timeless-photos-sure-to-cause-major-nostalgia/23

   HEDY LAMARR CRIA PANTERA AMOROSA

   (Luiz Carlos Merten*)

   Em 1991, com 77 anos, ela foi presa tentando roubar pequenas mercadorias numa loja da Flórida. Nos anos 60 e 70, Hedy Lamarr já enfrentara o mesmo problema. Antes de virar cleptomaníaca, foi uma das maiores estrelas da tela nos anos 40. Hedy poderá ser revista hoje na CNT em "Sansão e Dalila". O filmeé a quintessência do estilo de seu diretor, Cecil B. de Mille (1881-1959).

   No primeiro filme que dirigiu, "O Mensageiro Trapalhão" (de 1960), Jerry Lewis desmontou o estilo de De Mille (o diretor Cecil B. de Mille 1881-1959). A cena se passava num estúdio de cinema. Jerry era o visitante que puxava um cordão e vinha abaixo o cenário de um daqueles épicos que o cineasta dorava realizar. Jerry queria dizer que De Mille era puro vazio, puro papelão. Não era uma opinião isolada. A crítica, de maneira geral, sempre considerou De Mille um artista menor. Sua obsessão pela Bíblia era malvista.

   De Mille é ótimo em "Sansão e Dalila". Conta a história bíblica do guerreiro que tinha a força nos cabelos. Dalila descobre o segredo e o entrega aos inimigos de Sansão. Ele perde a força, mas invoca a Deus e a recupera no final, quando consegue triunfar sobre seus inimigos. Sansão é Victor Mature, um ator para o qual parece ter sido inventada a palavra canastrão. Quem brilha é Hedy Lamarr. Sua Dalila é uma pantera amorosa, obcecada pelo desejo de vingança contra o homem que, ela pensa, a está desprezando.

   O cinema de De Mille veio dos tempos da cena muda, quando os filmes ainda eram silenciosos. Naquela época, ainda não existia o chamado Código Hays, que disciplinava o uso do sexo e da violência no cinema americano. De Mille realizava comédias mundanas cheias de malícia. Criou papéis sob medida para Gloria Swanson, uma grande estrela da época - e um protótipo de precursora da mulher liberada. Depois, com a criação do código, De Mille se enquadrou. E fez os seus épicos, tipo "Os Dez Mandamentos" (que refilmou nos anos 50). Criou a fórmula "a Bíblia mais sexo, ou mais violência". São filmes que atenuam seus excessos com mensagens moralizadoras.
 

   Os críticos dizem que seus épicos são carnavalescos. Há neles um gosto pelo grande espetáculo luxuoso, que é a marca registrada do autor. De Mille é um capítulo polêmico da história do cinema americano. Mas sua Dalila não é menos que admirável. Hedy Lamarr expressa todos os matizes da paixão. É uma belíssima mulher. Austríaca de nascimento, é parte da história do cinema porque, nos anos 30, já havia provocado sensação ao aparecer nua no clássico "Êxtase", de Gustan Machaty. *O Estado de S. Paulo, 11 dez. / 1996. 



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Victor Mature

Certa vez Victor Mature tentou associar-se num clube que não admitia atores no seu quadro. Quando lhe negaram o acesso, foi categórico: "Tenho 28 filmes para provar que não sou ator". A piada o acompanhou a vida toda. Ele morreu na quarta-feira passada em San Diego, na Califórnia, mas a notícia só foi divulgada na última segunda-feira. Há controvérsia quanto à sua idade. Segundo diferentes fontes, teria 82, 84 ou 86 anos. Morreu de câncer. Pode ser que ele não fosse mesmo um ator. Mas Mature faz parte do imaginário do espectador do século 20. Sua carreira possui alguns títulos de nobreza. Ele foi o Sansão de Cecil B. De Mille, traído pela Dalila de Hedy Lamarr, que o cineasta, naquele que talvez seja seu melhor filme, tratou como uma pantera amorosa. Mais tarde, fez o pai do herói no remake para a tevê. Mais ainda: Mature foi o Doc Holliday de John Ford num clássico indiscutível: "Paixão dos Fortes", que foi como, no Brasil, "My Darling Clementine". Mature era inesquecível como o jogador bêbado que recitava trechos de Shakespeare em pleno oeste americano. "Paixão dos Fortes" é de 1946. Seis anos antes, Mature atingiu o estrelato vestindo uma pele de mamute em "Um Milhão de Anos antes de Cristo". Foi como o caçador pré-histórico Tumak que ele virou astro. Os lábios carnudos, a força física, as roupas exóticas que usou na maioria das produções de que participou, o sorriso devastador (e um tanto cínico), tudo contribuiu para fazer com que fosse considerado um homem sexy, um dos mais sexys de Hollywood no anos 40 e 50. Os papéis históricos marcam sua carreira. Fez "O Egípcio", com direção de Michael Curtiz; "O Manto Sagrado", de Henry Koster; e a sequência daquela saga dos tempos de Cristo, "Demetrius, o Gladiador", de Delmer Daves. Mas é possível que, depois do western de Ford e da fantasia bíblica de De Mille a obra-prima de sua carreira seja outro bangue-bangue: "O Tirano da Fronteira", de 1956. (Corrreio Braziliense, 11 ago. / 1999).

 

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