Letras Perdidas de Cazuza: Textos Inéditos Decodificados na Nuvem em Rock Groselha, de Silas Corrêa Leite (2026)
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Letras inéditas de CAZUZA, em achadas criptografadas na Nuvem, textos decodificados e trazidos aqui no livro ROCK GROSELHA, do premiado escritor Silas Corrêa Leite
-Você não vai acreditar, CAZUZA vive. Letras de rocks, cazuzinhos, blues e Mbps, que se o Frejat conhecer e sacar cem por cento vai sentir o alto estilo e padrão Cazuza de qualidade, e vai querer colocar harmonias, melodias, ritmos e arranjos peculiares, para, revigorando, cantar Cazuza. Fragmentos de diário imaginário em prosa e verso que têm tudo a ver, tudo a ler, e tudo a cantar com arranjos próprios de evocar e homenagear Cazuza, reverberando-o em alto estilo top musical pop.
Arquivo secreto baixado de uma nuvem estrambólica “ ROCK GROSELHA , Fragmentos de Diário Imaginário do CAZUZA” (Letras e Rocks Afins), arquivo descriptografado (ou vice-versos), apresenta pensadilhos, pensagens de Cazuza, num ser, permanecer, estar e continuar que não teve conserto, mas pelo menos tem concerto. Letras ao seu estilo e estalos, aqui e ali viajando na maionese do ácid rock; ídolo que deixou seu legado e que fez da bossa nova rock and rol lupicínica e emepebelizou seu pensar/sentir/criar num moinho de contestações, mostrando também a sua cara e coragem. Cazuza foi único. E suas criações ainda reverberam mundos e fungos. O autor, deste livro único no gênero, Silas Corrêa Leite, que o traduziu e por assim dizer também o reescreveu no mesmo timbre e tons e tais, curtindo o inventário de assim inventariar o fazer poético, aqui destilando orquídeas murchas em zonas de desconforto. Nem sempre se vê lágrimas no escuro, cantou o Lobão. Deve ser isso de Cazuza ser único e potente no que deixou de sua sina feroz de sacar, criar e registrar focos de insanidades sociais. Por essas e outras, ROCK GROSELHA pondo fogo nas cortinas para abrir-se novamente o espetáculo que tem que continuar, custe o que custar. E assim, ferir de presença as ausências que fazem parte do show de amar e reverenciar, e reverberando evocar CAZUZA em artes.
O Projeto de LIVRO: ROCK GROSELHA, Fragmentos do Imaginário Diário Secreto de Cazuza – Resumo “Cazulando” – Casulo/Cazuza
“O tempo não para” - Cazuza - O artista CAZUZA foi aquele roqueiro que jamais compreendemos; o homem que jamais conhecemos inteiramente enquanto qualquer uma coisa ou outra. Nem direito sacamos as verdades e as mentiras de sua perigritante ‘vidamorte’. As músicas que ele fez pra nós, que jamais esqueceremos e que soarão para sempre, sempre tão atuais, modernas, instigantes, inteligentes, e mesmo as letras com críticas, de zoação, de ataque, de filosofia pura e simplesmente contra todas as baratas hipocrisias sócio-patogênicas, aqui algumas delas “deliradas” em fragmentos que de uma forma ou de outra deliberam bem o perfil do grande pop star ausente CAZUZA.
O cantor que com sua voz desafinada aprontou todas, botando lenha na fogueira da vida de tantas vaidades e incompletudes. Foi um afortunado que riu de sua própria origem e meio, transformando seu inferno infinito e particular em portentoso acid rock. O bicho grilo virando porra-louca. O apocalíptico cavaleiro da alegre figura detonando parasitas, embustes, traumas e neuras em fragmentos e matizes de desvairados inutensílios, aqui enlivrados em prosa, verso e letras. CAZUZA que detonou a MPB desbaratinada, retraduziu o rock pauleira de adrenalina em afrobrasilis-lupiscínico, deu seus saltos, regurgitou, gritou e botou todo mundo para dançar ao seu ligeirinho jeito esquisito e louco, botando seu bloco na rua e atirando o pau no guarda. Quer mais?
Nosso ícone de rock tupiniquim em safra boa morreu de overdose de sexo, drogas e rock and roll. Já pensou? Novas gerações dançam ao ritmo de CAZUZA. Lutando contra as misérias do cotidiano (Caetanear, por que não?), brigando contra suas próprias raízes, recorreu ao escárnio, ao deboche, à sátira, à ironia, e à própria detonação do status quo dos podres poderes de uma sociedade-cloaca, hipócrita, pústula.
CAZUZA falou pelos cotovelos, amou por todos os poros, cantou as amarguras de seu bizarro tempo tenebroso, sacando desde logo e precoce que berrar é humano. Lutou contra a vaca profana da burguesia que fede. Lutou contra todas as regras-vômitos, as normas de rigor formol, em ritmos e tons e tais, e viveu intensamente (e corajosa-mente) a mil por hora em tão pouco tempo no palco iluminado que foi sua existência.
Por fim, lutando contra a terrível doença fatal que o vitimou na sua loucura viral, viu a cara da morte, lutou contra ela. A sua própria vida-livro aberto uma verdadeira guitarra destrambelhada fazendo chover no piquenique (Saravá Paulo Leminski), quando se viu, já era, fui. Um extraterrestre entre nós, numa existência vulcão, cometa?
Aqui nesse projeto de livro as malversadas pinceladas imaginárias (e “imarginálias”) em fragmentos dessa fera ferida que radicalizou tudo, o amor, o sexo, a música. O homem que enfrentou a morte de cara lavada, porque, afinal, de uma forma ou de outra, o tempo não para e, sorry Rock Groselha, CAZUZA ainda vive.
Talvez tudo isso dê uma opera rock. A vida não tem conserto. Mas com CAZUZA pelo menos tem concerto.
Silas Correa Leite - E-mail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
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