Décadas, Cerveja e Infâmia: o aniversário de Edson Salazar (2026)
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O aniversário foi no dia 11 de agosto, mas a comemoração, regada a cerveja e excessos, só terminou no sábado, dia 15.

No canto superior esquerdo, de óculos, está Gaffa, o baterista. No meio, Pazcheco, com a mão direita no ouvido esquerdo, como se fizesse um esforço monumental para escutar. Ao seu lado, o aniversariante amoroso Edson Salazar. Abaixo de todos, Léo Saraiva registra a cena — ou, melhor dizendo, faz a selfie da autodestruição
Se for para sair de casa só para fazer número, eu continuo sozinho. E muito menos vou a um bar com música quando os caras parecem estar doidos. Desde quando uma banda ficou mais importante do que ficar falando pelos cotovelos?
Fui encontrar meus amados amigos e, logo no começo, entrei em rota de colisão com eles, como se tivesse guardado algum rancor durante todos esses anos. Mas eu sei que sou um demagogo e, no final da pelada, estávamos todos rindo.
Foi como largar os cabelos na pia, não dar descarga e sair por aí sem cueca, sem lenço e sem documento.
Me pediram a ponta de um baseado. Respondi:
— Vocês não sabem que agora eu sou evangélico?
Um amigo recente resumiu:
— Esse Mário é engraçado.
Talvez essa seja a magia do reencontro: décadas inteiras cabem numa mesa de bar e, de repente, parece que estamos todos de volta ao mesmo lugar. Décadas e dias que podem estar próximos do fim.
Por isso, vamos aproveitar. Vamos fazer aquilo que sempre fizemos: uma festa com excessos.
A coisa que me tranquiliza é saber que quase ninguém lê esse monte de postagens que publico todos os dias, anos após anos. Então posso me dar ao luxo de escrever essas coisas sem muita cerimônia.
Rolou a ideia da Calçada da Infâmia e alguém atirou meu nome aos porcos. Isso queria dizer, pelo que entendi, que eu desonrava, caluniava ou difamava pessoas. Pô, achei genial. Afinal, talvez isso significasse apenas que eu desaprovo o óbvio.
Mas aí eu sugeri que, em vez da impressão das nossas mãos, poderíamos fazer moldes de gesso dos nossos pênis, como fez Cinthia Plaster Caster. A conversa ficou meio desconfortável e rapidamente mudamos de assunto para “Nipponjin”, uma suposta pomada para levantar o pau, enquanto imitávamos sotaques japoneses.
No fim, indiquei o primeiro nome para a Calçada: o de um sindicalista. O segundo foi o de um radialista. A turma riu e aprovou. Ou seja: eu estava, muito discretamente, empurrando meu próprio nome para baixo na lista dos infames.
É claro que pensei no seu nome também!
No final, era cerveja, música, Nipponjin e moldes de gesso — e esse é o tipo de conversa que pode surgir numa mesa de homens de meia-idade, num point de paquera, quando a noite já perdeu qualquer compromisso com a normalidade.

