tradições traduções explicações 2026

O CONIC
O DADAISMO NÃO MORREU
O DADAISMO ESTÁ VIVO
SE A EUROPA SUCUMBIR EU SOU A EUROPA
JESUS
ALEGRIA DOS PÁSSAROS!
BERLIM
TV CONIC
BREVE
CONIC
Criança, não verás nenhum país como este ama com fé e orgulho; mas se o CONIC sucumbir a terra em que nasceste...
NENHUM SERÁ MAIS UM CONIQUINIANO, SOMENTE O IVAN O SERÁ

0 dadaismo

O DADAÍSMO NÃO MORREU

O Dadaísmo não morreu. Ele apenas mudou de endereço. Saiu de Zurique, atravessou os escombros da Primeira Guerra Mundial, sobreviveu aos museus, às teorias, às tentativas de domesticação — e foi reaparecer onde ninguém esperava: no CONIC.

Ali, onde o concreto respira desgaste e invenção, o caos ainda enfrenta a ordem, o absurdo ainda ri da lógica, e a arte continua sendo provocação — não como peça de galeria, mas como gesto vivido. O CONIC não abriga o Dadaísmo: ele o reencena diariamente, sem pedir licença.

Se a Europa sucumbir, eu sou a Europa.

Não há mapa que contenha a cultura. Ela não pertence ao território — pertence ao corpo. O que um dia foi chamado de centro dissolve-se no indivíduo. Berlim, Paris, Zurique: tudo isso pode ruir, mas permanece em estado latente naquele que carrega o impulso criador. E então Brasília — e mais precisamente o CONIC — deixa de ser periferia para se tornar centro simbólico. Uma Europa reinventada sob o sol seco do Planalto.

Jesus. Alegria dos pássaros.

A frase irrompe como um corte. Mistura o sagrado com o delírio leve do voo. Os pássaros não explicam — atravessam. São fuga e também permanência no ar. Nesse ponto, o manifesto abandona qualquer compromisso com a coerência e assume sua natureza fragmentária: a verdade não está na lógica, mas na intensidade.

Berlim.

Uma palavra solta, mas carregada. Cidade de ruínas e reinvenções, de vanguardas e cicatrizes. Ao evocá-la, o texto cria uma ponte invisível: CONIC e Europa se tocam no subterrâneo da história, no mesmo impulso de reconstruir sentido a partir do colapso.

TV CONIC. Breve.

Talvez seja anúncio, talvez ironia, talvez profecia. Um canal que ainda não existe — ou que já existe em estado fantasma. O gesto é claro: transformar marginalidade em transmissão, ruína em linguagem, silêncio em sinal.

“Criança, não verás…”

A sombra de Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, atravessa o texto. Mas aqui não há palmeiras idealizadas. O que se anuncia é a perda: se o CONIC sucumbir, não restará sequer a memória de pertencimento. A pátria deixa de ser o país e passa a ser o lugar vivido, concreto, imperfeito — e insubstituível.

E então surge o coniquiniano.

Não como cidadão, mas como estado de espírito. Uma identidade forjada na convivência com o improviso, com o risco, com a criação fora das normas. E, no limite desse mundo, resta apenas um nome:

Ivan.

Talvez homem, talvez mito, talvez o último guardião. Quando tudo desaparece, é nele que a memória se condensa. Não mais um coletivo, mas um sobrevivente simbólico.

No fim, o CONIC não é apenas um lugar. É território mítico, Europa deslocada, trincheira cultural. Último reduto de um Dadaísmo que se recusa a morrer — porque nunca foi feito para durar, mas para insistir.

Articles View Hits
13612977

We have 711 guests and no members online

Download Full Premium themes - Chech Here

София Дървен материал цени

Online bookmaker Romenia bet365.ro