Arnaldo e a Patrulha do Espaço e as Fitas Mágicas (2026)

agradecemos

E aqui vamos nós, no nó de repente, onde as estrelas brilham. O som é um massacre. O grito é um interminável círculo e você está no centro, diante das caixas de som, como se estivesse novamente no show.

Fui içado para essa história, e o mastro de velas me carregou por um oceano de ilusões, fantasias e delírios discográficos.

Seis meses atrás, houve um arranjo celestial e consegui comprar das mãos de Rolando Castello Jr. o par de fitas de rolo com o registro do concerto de Arnaldo e a Patrulha do Espaço, realizado em maio de 1978.

O Teatro São Pedro poderia até ser um Teatro-Estúdio, mas não era. Segundo Júnior, ele convenceu Eloar a pegar as fitas que continham uma palestra do pai de Eloá para utilizá-las na gravação do show daquele domingo, 14 de maio de 1978. A razão era simples: naquele domingo não havia lojas abertas. E a data certa da gravação, escrita à mão na etiqueta da fita, É ESSA.

No teste de desembarcar a fita no primeiro gravador de rolo, ouvi “Sanguinho Novo” e, em outro canal, a voz do pai de Eloá. O pânico voltou.

Quando fomos ouvir a fita um, ela começa com um rockão da Patrulha em forma de trio: Júnior, bateria; Dudu, guitarra; e Kokinho, contrabaixo.

Deixei as fitas no laboratório e fui viver.

Não é um laboratório de som, e sim de vídeo. Um magistral laboratório, com todos os tipos de formatos de fitas de vídeo e aparelhagens que jamais vi semelhantes.

Era segunda-feira, 31 de agosto de 2026. Quarenta e oito horas depois, recebi o OK: o serviço havia sido feito, a qualidade era boa — menos excelente — e, ao rodar a fita em outro gravador de rolo, com mais canais, a fita finalmente seguiu sua trilha.

Meus planos são mil. A cabeça não para.

Foram seis meses de angústia, porque eu não gosto de fitas magnéticas por razões pessoais. Trabalho muito para não cair na ociosidade. Agora, na sexta-feira, vou mergulhar nesses arquivos.

E então veremos o que será feito em 2027, quando Arnaldo e a Patrulha do Espaço completarem 50 anos.

Essas fitas ainda tem muito mais história para contar.