"Comfortably Numb" 2026: uma nova leitura em defesa da dignidade humana
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"Comfortably Numb": um clássico ressignificado diante da tragédia palestina
Uma nova interpretação de "Comfortably Numb", fruto da colaboração entre Roger Waters e a artista palestina Mona Miari. Com versos inéditos escritos em inglês e árabe, a obra ressignifica a canção a partir de temas como deslocamento, memória, perda e a permanente busca por justiça e dignidade humana.
Lenda da música Roger Waters relança clássico do Pink Floyd com artista palestina, letra e imagens sobre genocídio em Gaza.
Em parceria com a cantora palestina Mona Miari, Roger Waters foi lançado no dia (17) uma nova versão do clássico "Confortably Numb" (The Wall, 1979). A adaptação fala sobre a Palestina e usa imagens do genocídio em Gaza.
A tradução e edição deste vídeo é feita pela FEPAL com trechos do clipe original, disponível na íntegra nas plataformas de Roger Waters.
@repost @fepal_brasil
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Confortably Num Re-imagined (feat. Mona Miari) Hello? Is there anybody in there? Just nod if you can hear me Is there anyone at home? Come on, now I hear you're feeling down Well, I can ease your pain Get you on your feet again Relax I'll need some information first Just the basic facts Can you show me where it hurts?
ما ضلّ كلام، شو نفع السؤال؟ كل اللي راح دار يا دار، يا دار سكت الليل وانهار وليلِك يا دار غصن الزيتون ضلّ شامخ بين النجوم مليان جراح جرح مفتوح بيصرخ حرية
I feel your pain across the sea A distant ship on the horizon Is calling out to you and me
اليوم الأمل صار نار الهوية إحنا جذور بتكسر حجر من تحت الردم نرسم الطريق إحنا النور بعد العتمة إحنا الحلم إحنا الوعد بفجر جديد
I was only 5 years old in 48 We were unaware what was happening over there It breaks my heart I came on board so late You reached us all with your rallying cry Now here we stand at the gate
احكيلي كيف كبر هالحصار فيها ووقّعوا البيوت ناس بتحيا، كتير بتموت القلب باقي ومكتوب الرجوع
It's time to draw a new line in the sand Time to clean the slate, go back to 1948 Before the settlers stole the land When Grandma's key unlocked the door And everyone revered the olive tree And every human life was sacred Everyone Every daughter and every son With equal human rights for everyone
ما أحلى حمام يا أمي لاقيني
Is any of a child's name I hear youy through the rubble I can feel you pain
صمودك المستمر يناديني من بعيد
Your steadfast perseverance calls me from afar
I hear a mother's prayer بترابه وشجره Cross the regime بضمّ قلبك وبصلّي وقت المغيب I hear an angel's voice calling in harmony رح تتحرر Palestine wants to be free أحرار رح نظلّ I will cross the ocean just to save one olive tree ولو من الأرض للسما طالعين With equal rights for everyone, from the river to the sea Our destiny, our homeland Palestine فلسطين
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Comfortably Numb – Reimaginada (com Mona Miari) Alô? Tem alguém aí dentro? Apenas acene se puder me ouvir. Há alguém em casa? Vamos lá... Ouvi dizer que você está sofrendo. Bem, posso aliviar sua dor. Relaxe. Primeiro vou precisar de algumas informações. Você pode me mostrar onde dói? Depois de tudo o que aconteceu, não restou ninguém. Não restaram palavras. De que adianta perguntar? Tudo o que se foi... Ó lar, meu lar... A noite silenciou e desabou. E a tua noite, meu lar... O ramo de oliveira continua erguido entre as estrelas, Mesmo coberto de feridas, Uma ferida aberta que grita por liberdade. Sinto a sua dor desde Nova York. Sinto a sua dor através do mar. Um navio distante no horizonte Está chamando por você e por mim. Quando eu era pequena, meu sonho era a liberdade. Hoje, a esperança tornou-se o fogo da identidade. Somos raízes que quebram a pedra. Sob os escombros, desenhamos o caminho. Somos a luz depois da escuridão. Somos o sonho. Somos a promessa de uma nova alvorada. Eu jamais me tornarei confortavelmente insensível. Nunca soubemos da Nakba. Eu tinha apenas cinco anos em 1948. Não fazíamos ideia do que estava acontecendo daquele lado. Parte meu coração ter compreendido tudo tão tarde. Você alcançou todos nós com seu grito de convocação. Agora aqui estamos, diante do portão. Você que escreve nesta folha, escreva e preencha cada linha. Conte-me como esse cerco cresceu nela. Assinaram os papéis das casas. Há quem consiga viver. Há tantos que morrem. Mas o coração permanece, E o retorno continua escrito no destino. Chegou a hora de um novo começo. É hora de traçar uma nova linha na areia. É hora de apagar o quadro E voltar a 1948, Antes que os colonos roubassem a terra. Quando a chave da avó ainda abria a porta. Quando todos reverenciavam a oliveira. E cada vida humana era sagrada. Cada pessoa. Cada filha e cada filho. Com direitos humanos iguais para todos. Como são belos os pombos da casa. Como são belos... Mãe, venha me encontrar. Existe uma canção de ninar? Ainda resta o nome de alguma criança? Eu ouço você entre os escombros. Posso sentir a sua dor. Ouço você todas as manhãs rezando com sua mãe. Sua perseverança inabalável me chama de longe. Com sua mãe, pela pátria. Ouço a oração de uma mãe. Pela sua terra e por suas árvores. Atravesse o regime. Abraço o seu coração E rezo ao cair da tarde. Ouço a voz de um anjo cantando em harmonia. Você será livre. A Palestina quer ser livre. Continuaremos livres. Atravessarei o oceano apenas para salvar uma oliveira. Mesmo que tenhamos de subir da terra ao céu. Com direitos iguais para todos, Do rio ao mar. Nosso destino. Nossa pátria. Palestina. Palestina.
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