Para Mim, Nada. Para Nós, Tudo! (2026)
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Bom dia!
Léo Saraiva
Estou hipersensível a todo esse cenário atual, que é a configuração concreta de um fenômeno que não é apenas brasileiro, mas, infelizmente, mundial. A humanidade não aprende com os próprios erros, e a extrema direita volta a crescer no planeta. Haja vista uma célula nazista vitoriosa em território alemão — berço do nazismo — que, por circunstâncias inexplicáveis, nos é tão familiar. Estou uma pilha de nervos, muito emocionado e reativo.
Há alguns anos, mais precisamente há cerca de dez, por conta do meu território e dos meus vínculos fraternos, descobri-me um ser profundamente político e engajado. A empatia me move de tal maneira que cheguei a pensar que fosse uma centelha atávica, sanguínea e poderosa. Acho que sempre esteve ali, latente, e que, por uma conjunção de acontecimentos, aflorou em mim. Despertou.
Participo de um projeto social, empático e LAICO, chamado Comitê de Lutas Populares. É uma atuação VOLUNTÁRIA, sem compromissos financeiros nem qualquer retorno dessa natureza. O projeto tem sede na Cidade Estrutural e viabiliza uma série de iniciativas de inclusão e resgate da cidadania para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Não ganho um centavo com esse engajamento, mas recebo em troca uma alegria forte e inabalável ao ver melhorar a vida de pessoas cercadas pela miséria e privadas de condições básicas de sobrevivência — condições que, a meu ver, deveriam ser garantidas pelo Estado: educação, saúde, cultura, lazer...
“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte.” (Titãs)
Porque, para alguns, a caridade retorna como um afago no ego, mas a JUSTIÇA SOCIAL é vista como algo gritantemente abusivo e inconcebível.
A meu ver, é um paradigma violento, agressivo e inaceitável a disseminação, na sociedade, de pensamentos e atitudes que legitimam atos de violência, misoginia, homofobia, transfobia, racismo e tantos outros arroubos que nos empurram para retrocessos. Retrocessos de conquistas que custaram muita luta e muito suor e levaram décadas para se tornarem tangíveis.
Estamos caminhando para um retrocesso temeroso, perigoso e assustador, que gera violência extrema, afasta amizades, separa famílias, provoca brigas violentas e feminicídios e legitima preconceitos.
E, pensem bem, são extremismos que ficaram mais evidentes desde que uma célula familiar passou a ser reconhecida por uma parcela da sociedade, que enxergou nessa mesma célula familiar um espelho de si própria.
A reação daqueles que combatem veementemente esses absurdos pode ser interpretada, da mesma forma, como uma ruptura daquilo que se deseja como harmonia social. Mas, para mim, essa reação precisa ser contundente, à altura daquilo que tentam impor como uma nova ordem social. Uma ordem distópica que consagrou expressões rasas, preconceituosas e vomitivas como “mimimi”, “choro da esquerda”, “esquerdopata”, “canhota” e etecéteras.
Família, com todo o respeito e amor que sinto por vocês, reflitam MUITO antes de pousarem seus indicadores na urna eletrônica daqui a pouco.
Essa escolha pode ser o passaporte para uma viagem perigosa e definitiva rumo a um futuro atemorizante e assustador. Uma viagem sem volta.
“Para Mim NADA. Para NÓS, TUDO!”
Fiquem em paz!

