Ezequiel Neves, papa do colunismo rocker tupiniquim
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Retomei meu contato com o Ezequiel há cerca de dois anos, depois de ficarmos sem nos falar desde o fechamento do jornal Rolling Stone há mais de 30 anos. Ele já estava doente e com relutância atendeu ao meu pedido pra dar uma entrevista para o documentário "Rolou !" do cineasta Sergio de Carvalho (ainda inédito) sobre a nossa aventura de imprensa setentista. escrito por: Joel Macedo (RJ) |
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"O 'Zeca Jagger', como gostava de ser chamado nos anos setenta, foi o maior crítico de rock do Brasil e adorava o Pink Floyd. Tive a honra e o prazer de dividir o palco com ele em 1971 quando éramos os Tigres da Noite e ele cantava seu amado rock'n'roll". Long live! EZEQUIEL NEVES! (Zé Brasil).
Um pessoa polêmica
por Antonio Celso Barbieri
"Lamento que o Ezequiel Neves tenha morrido mas, para mim, ele foi o Chacrinha dos reporteres do Rock Brasileiro. A figura dele era muito cômica. Eu queria seriedade no rock'n'roll e ele vinha com palhaçada. Ele foi o precursor de tipos como o Kid Vinil. Tipos cuja personalidade está acima da qualidade do trabalho. Eu guardo ainda hoje o termo que Ezequiel usava para definir o som progressivo de bandas como Yes. Ele chamava este tipo de música: "Som Bolo de Noiva". Era o tempo da verdadeira e única Revista Rolling Stone brasileria. De qualquer forma eu preferia ler a Ana Maria Bahiana. Bom, neste período informação sobre rock era escassa e nós fomos obrigados à engolir e agradecer pelo que este povo fez.
Como ele era jornalista e o Oswaldo da banda Made in Brazil era uma rapoza velha, convidou ele para fazer backing vocal na banda. O cara não cantava nada, patético, o Serguei teria sido 10 vezes melhor (E olha que o Serguey é ruim demais). Para mim foi uma coisa vergonhosa e obvia. Aliás como você mesmo disse, ele gostava de ser chamado de "Zeca Jagger" e não "Zeca Floyd". Nunca soube que ele gostasse de Pink Floyd. Que eu saiba ele era fanático pelos Rolling Stones.
Deixa pra lá
por Mário Pacheco
Por muito tempo, o 'Incrível Ezequiel Homem das Neves' foi o meu "Hunter S. Thompson". Se você esmurrasse a porta de seu apartamento, delicadamente Ezequiel Neves abriria a porta e diria: "Estou bem no meio de uma foda. Poderia voltar depois"?
Ator de teatro e cinema, crítico da Folha da Tarde, e da revista "Rock, a História e a Glória". Na sua frente só havia Rolling Stones e microfones desligados quando bancava a corista de rock com o Made in Brazil. Numa entrevista numa revista meio "Trip" ele confessou seus excessos carnais e, muitos amigos da contracultura torceram o nariz. Em abril de 2008, lí n'o Globo que um convite para assistir ao documentário "Shine A Light" (dos Rolling Stones produzido por Scorsese) o tirou de casa.
Briga de titias
Dou gargalhadas, quando me lembro da briga entre Ezequiel Neves e a Rita pelo Roberto Carlos.
Como beatlemaníaco eu odiava Ezequiel Neves! E como fã do rock nacional eu também o odiava pela falta de cerimônia com que batia nos grupos brasileiros principalmente nos Mutantes. Mas havia nele um carisma que dizia deixa pra lá...
Morre Ezequiel Neves, produtor musical que ajudou a revelar Cazuza
O cantor também morreu nesta mesma data, há 20 anos.
Produtor estava doente havia cinco anos, com um tumor no cérebro.
Do G1




