Eu quero a paz(checo) 2022

Faz 40 anos que carrego a cruz do rock

Senhor, desde os primeiros dias do ano de 2022, pensei nos 40 ANOS DE ROCK, praticados por mim de forma ininterrupta. Nestes 40 ANOS, eles viram as partidas de muitas pessoas queridas da minha parte. Falo de pessoas próximas e não de ídolos. Falando em ídolos, hoje irei me encontrar com o Rolando, um dos meus últimos ídolos. Significa que nesta semana mágica, estaremos mais uma vez reunidos na mesma pessoa. Finalmente, ascendi o site a uma posição, onde sou prestigiado com convites para excelentes shows. A maré vai alta. E a humildade, só é suplantada pela loucura. É importante dizer que após 4 décadas, eu continuo mais INDIGNADO. A pandemia, a morte e a impossibilidade foram muitas vezes nascidas por mim. Tenho um par de microfones, com piedade, Miro Ferraz me deu um terceiro. Não faço reformas nos instrumentos, nas caixas e na bateria.
E todos os dias, eu penso, – Ccomo foi que eu cheguei aqui?
– Como com essa aparelhagem conseguimos tanto?
Aí, fora, só se fala em ilusão e milhões.
E, eu a cada dia como os ratos de porão, mais indignado, mais sujo, mais pervertido, mais esperançoso, mais tudo.
É assim que o rock me deixa, me faz, me recebe.
Topo até roleta russa, não brinque comigo.

– E, aí? Você vai incomodar o povo, mais uma vez dizendo que é o rebelde sem causa? 
Ih, acertou na mosca. Vai esbanjar aquele linguajar de boteco. A fala mansa articulada por muitos  vá se foder!? KKK. Man!

Eu nem mais bebo ou puxo drogas pra dentro de mim. No máximo, tomo um apracur! Meu projeto é viver como se não houvesse tido passado. Estou a milhas girando como aquela canção psicodélica dos Stones, "Dandelion": One o'clock, two o'clock, three o'clock, four o'clock, five  Dandelions don't care about the time. Agora é que sou doidão mesmo. Pode espalhar. Posso, tudo posso Naquele que me fortalece ..., Mas, antes de tudo, posso ser apenas "eu". Nunca me senti tão Dylan, ele e eu somos do dia 24 de maio.

infiel dois

DO PRÓPRIO BOL$O completou 40 Anos, no domingo, 10 de abril. Sob intensa luz. Sob um bailado de corpos negros voltados ao reggae. Foi reggae, o domingo todo. E emanado das energias fui ao culto. Este sou eu, mais atrevido e corajoso e temente, porém sábio e mais franco. E leal, e amoroso. DO PRÓPRIO BOL$O é o conceito decifra-me ou siga com as cabeças de vento. Ontem, tivemos a DEUS PRETO. Ainda teremos a Black Rainbow. Do rock, eu queria que os amigos entendessem o meu chamado. Para a fama e além de nós mesmos. Sei que é duro acreditar no rock. Estou à beira de um infarto com tamanha alegria. Penso na minha mãe que testemunhou os meus dias mais frenéticos de rock e com saudade do meu pai  Tudo é rock'n'roll! Era o que ele dizia. Penso na vida, logo escrevo que ela é melhor, com menos aflição. Sonho ainda com a Banda Ser e o Black Rainbow conosco. Rock sem brilho. Sem ego, só amando por aí...

infiel

Sentindo-se um pouco mais livre, né? Um pouco mais de liberdade. Foi pesado manter essa reputação de doidão, de loucão. Os pássaros que atirem suas pedras nas cabeças-de-cuco. Tic-tac ainda regula a angústia. Quando eu te tenho, eu me tremo todo. Rock'n'Roll Espetáculo para desmontar a caretice.
– Seu último espetáculo, Mário?

Contemplar a liberdade de frente com todos os sentidos. Me perder na sedução. Me entregar para sempre. Me livrar de mim mesmo para sempre dos vícios básicos. Escolher a cor perfeita da cueca. Rock'n’Roll top. Decidir o que eu quero e o que me tranquiliza. Que me faz bem. É o maior poder entre as drogas. É um longo caminho até o topo, se você quer chegar lá, eu posso responder-lhe o que é chegar lá. Chegar lá pode ser de várias maneiras desde uma overdose fulminante ao orgasmo maravilhoso. Numa cama de cetim psicodélico e você com os olhos da cor do mar salivando emoções. Aquela sensação de flutuar experimentada pelos olhos. Através da janela de um prédio muito alto em chamas. Eu sofri barbaridades.

Oh, como eu sofri e como Bob Dylan fui da liberdade à redenção, "Quanto anos podem algumas pessoas existir até que se tornem livres?" "Sim e quantas vezes um homem precisará olhar para cima Antes que ele possa ver o céu?"

Agora transito em SLOW TRAIN COMING (1979), SAVED (1980) e SHOT OF LOVE (1981), dois anos em que Bob Dylan clamou no deserto. Vivo minha fase espiritual mais aguda. Ainda sou um gozador, me lembro de John Lennon em seu apartamento regravando a canção de Dylan em tom sarcástico como a se perguntar,
– Como é que o homem sem dúvidas pode se apequenar assim?

A vida lhe cobra um preço astronômico. Sua conta está estourada. Eu não devo mais nada a vocês. Eu não preciso de convites para festas. Eu não quero festas, nem desfiles. Eu não quero ser alvo da sua fala, do discurso reparador da moral alheia. Não quero brilho e nenhuma dificuldade infringida. Não sou um mestre para ser desobedecido. Não tenho nada a ver com escolhas que me incluem. Eu quero me livrar destas pulseiras que se transformaram em algemas.

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