Entre o Abismo e o Palco: a noite em que Mick Jagger quase não voltou (2026)
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Entre o Abismo e o Palco: a noite em que Mick Jagger quase não voltou
Uma nova biografia dos The Rolling Stones, intitulada The Rolling Stones: The Biography, escrita por Bob Spitz e lançada em abril de 2026, traz à tona um episódio tão extremo quanto simbólico da trajetória da banda: o dia em que Mick Jagger esteve a poucos minutos da morte.
O relato se passa em 1976, no apartamento de Marshall Chess, então ligado à Rolling Stones Records, em Nova York. Era o fim de uma turnê europeia — momento típico de exaustão, excesso e celebração sem freio. Segundo o livro, Jagger chegou inquieto, embriagado e possivelmente sob efeito de cocaína, determinado a prolongar a noite.
A decisão foi fatalmente arriscada: o grupo consumiu heroína, adquirida de um traficante. Cerca de dez minutos depois, Jagger desmaiou.
O que se seguiu foi o tipo de cena que raramente entra na narrativa glamourosa do rock. Chess descreve os lábios do cantor ficando azuis, o corpo desacelerando, a percepção imediata de que algo havia saído do controle. Em suas palavras, acreditou que Jagger morreria ali mesmo, dentro do apartamento.
A resposta foi improvisada e desesperada. Chess iniciou respiração boca a boca enquanto aguardava socorro. A emergência chegou e administrou oxigênio, conseguindo reverter o quadro crítico.
Entre os presentes estava a atriz Faye Dunaway, que desempenhou um papel decisivo após o resgate: ajudou a garantir um quarto privado no Hospital Lenox Hill, evitando que o episódio viesse à tona na imprensa da época.
O episódio, até então pouco conhecido do grande público, expõe um lado recorrente — mas frequentemente romantizado — da história do rock: o limite entre a persona artística e a autodestruição. Spitz, conhecido por biografias de Bob Dylan e dos The Beatles, constrói aqui não apenas uma cronologia de sucessos, mas um retrato de sobrevivência.
Até o momento, representantes de Jagger não comentaram as revelações.
O que permanece é a imagem de um instante em que tudo poderia ter terminado — e não terminou. Porque, no universo dos Stones, a linha entre colapso e continuidade sempre foi perigosamente fina.