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Na praia a gente encontra de tudo
(Cláudia Lennon*)

   Na praia a gente encontra de tudo. E foi numa bela tarde de sol de domingo, que eu encontrei, ou melhor, conheci, um quase doido que conheceu John Lennon, e que, além de me contar milhões de lances sobre sua pequena (mas interessante) coleção, sobre mil viagens e viagens, sobre acid trips dos Beatles e suas relações com as músicas do Sgt. Pepper´s e outros, ainda me falou, infelizmente sem infinitos detalhes, de seu encontro quase que casual com John. (...) Seu nome é Mauro alguma-coisa, e nos conhecemos quando ele lia o Pasquim com a matéria (ótima) sobre o John, e eu, um jornalzinho beatle que prefiro não mencionar mais, pois anda desinformando mais do que informando e... jornal vai, jornal vem, ele além de guia turístico internacional (?) é também jornalista, transa com cinema e outras iguarias mais.
   Num dessas de cinema, ele havia lido o delicioso
In his own write, e achou um conto em especial incrível. O conto era o que falava sobre um homenzinho que resmungava por ser seu aniversário e nenhum de seus montes de amigos parecia se importar com isso, até que em dado momento, eles vêm, e tititi, matam o pobre chato resmungão. Parece não fazer muito sentido assim, mas pra quem já leu, é adorável MESMO! Continuando, daí, um dia, Mauro, sonhando com a idéia de transformar essa estória em filme, curta-metragem, ou coisa que o valha, esbarrou com o velho John em frente ao Dakota. Assim, ele chegou na maior, e conversou e desconversou, e finalmente perguntou-lhe o que ou como ou aonde ele teria que ir e fazer para adquirir os direitos de usar sua estória em seu filmaço (?), pois afinal, havia aquele inconveniente todo de direitos autorais, copyright e o caramba a quatro, ao que Johnny respondeu: ´Ei, cara, não esquenta com essas besteiradas, não. Você sabe, se você está a fim de rodar o filme baseado na minha estória, então faça o filme, não tem nada de ´direitos autorais´ e coisa e tal, oK?´. But, parece-me que mesmo com todo esse ´estímulo´ o filme não saiu. Ainda...

     Texto retirado do beatlezine, YELLOW SUBMARINE, Nº10.


Lennon por Leminski


      Era tempo de Não, tal mas Randolf estava sozinho. Onde estavam todos os seus bons amigos, Bernie, Dave, Nicky, Alice, Beddy, Freba, Viggy, Nigel, Alfred, Clive, Stan, Frenk, Tom, Harry, Georg, Harold? Onde estavam nesse dia? Randolf onhou criste para o úndico cartão de Notal vindo do seu pai que não morava lá. (...) De cúbito a porta fez toque toque. Quem será que está batendo na minha porta?       Abriu e lá de pé quem de pé? nada mais que seus bons amigos Bernie, Dave, Nicky, Alice, Beddy, Freba. (...) Daí todos pularam em cima dele gritando: — Nós nunca gostamos de você nestes anos todos. Você nunca foi realmente um de nós você sabe, seu cabeça mole. Eles o mataram, você sabe, pelo menos ele não morreu sozinho não é mesmo?

John Lennon / Um Atrapalho no Trabalho - Traduzido por Paulo Leminski.


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